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	<title>SPO Archives - My Oftalmologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Oftalmologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças oftalmológicas.</description>
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	<title>SPO Archives - My Oftalmologia</title>
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	<item>
		<title>65.º Congresso Português de Oftalmologia: “Um contributo científico notável para a especialidade&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ESP Luís Figueiredo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Dec 2022 17:42:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[CPO]]></category>
		<category><![CDATA[SPO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A “bonita cidade de Coimbra”, como descreve o Dr. Rufino Silva, recebeu o 65.º Congresso Português de Oftalmologia. O presidente do evento fez o balanço do evento e forneceu os seus highlights em entrevista. Veja o vídeo. 1115 congressistas passaram pelo Convento de São Francisco durante “três maravilhosos dias”, com a participação de especialistas nacionais [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A “bonita cidade de Coimbra”, como descreve o <strong>Dr. Rufino Silva</strong>, recebeu o 65.º Congresso Português de Oftalmologia. O presidente do evento fez o balanço do evento e forneceu os seus <em>highlights</em> em entrevista. Veja o vídeo.</p>
<p><span id="more-212646"></span></p>
<p>1115 congressistas passaram pelo Convento de São Francisco durante “três maravilhosos dias”, com a participação de especialistas nacionais e figuras da Oftalmologia internacional oriundos de países como Estados Unidos, Canadá Brasil, e de vários países europeus.</p>
<p>O Dr. Rufino Silva volta a salientar a divisão dos temas nobres pelos três dias de congresso, que foram a implanto-refrativa, a Neuroftalmologia e o glaucoma.</p>
<p>Segundo o presidente, esta edição representa uma “enorme riqueza científica” para a comunidade oftalmológica, não só no âmbito da prática clínica, mas também nas outras problemáticas profissionais e sociais do papel do oftalmologista nos cuidados da Saúde Ocular.</p>
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		<title>65.º CPO: um olhar diferente sobre as patologias da retina na esfera do debate</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ESP Luís Figueiredo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Nov 2022 09:49:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[CPO]]></category>
		<category><![CDATA[SPO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito do 65.º Congresso Português&#160;de Oftalmologia da&#160;Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) 2022, a Bayer organiza a sessão &#8220;A different sight of retinal disease&#8221;, no próximo 3 de dezembro, às 12h30,&#160;Congressos do Convento de SãoFranscisco, na cidade de Coimbra. &#8220;Um olhar diferente sobre as patologias da retina&#8221; é o mote desta sessão, que conta com [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No âmbito do 65.º Congresso Português&nbsp;de Oftalmologia da&nbsp;Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) 2022, a Bayer organiza a sessão &#8220;A different sight of retinal disease&#8221;, no próximo 3 de dezembro, às 12h30,&nbsp;Congressos do Convento de São<br />Franscisco, na cidade de Coimbra.</p>
<p><span id="more-212616"></span></p>
<p>&#8220;Um olhar diferente sobre as patologias da retina&#8221; é o mote desta sessão, que conta com a moderação da&nbsp;Prof.ª Doutora Lilianne Duarte e com as preleções do Prof. Doutor António Campos, Dr. João Pedro Marques, Dr. João Beato e a Prof.ª Doutora Sara Vaz Pereira.</p>
<p>Saiba mais na <a href="https://spoftalmologia.pt/evento/65o-congresso-portugues-de-oftalmologia/" target="_blank" rel="noopener">plataforma </a>da SPO.</p>
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		<title>SPO e CEOOM emitem comunicado conjunto em resposta à nova tabela da ADSE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ESP Luís Figueiredo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Sep 2021 13:17:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[ADSE]]></category>
		<category><![CDATA[CEOOM]]></category>
		<category><![CDATA[SPO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) e o Colégio da Especialidade de Oftalmologia da Ordem dos Médicos (CEOOM) receberam com preocupação a nova tabela da ADSE, uma vez que a mesma está a implicar adiamentos de intervenções, restrições com tecnologias, fármacos e dispositivos médicos.&#160; A SPO e o&#160;Colégio de Oftalmologia da Ordem dos Médicos reconhecem&#160;&#8220;a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) e o Colégio da Especialidade de Oftalmologia da Ordem dos Médicos (CEOOM) receberam com preocupação a nova tabela da ADSE, uma vez que a mesma está a implicar adiamentos de intervenções, restrições com tecnologias, fármacos e dispositivos médicos.&nbsp;</p>
<p><span id="more-212351"></span></p>
<p>A SPO e o&nbsp;Colégio de Oftalmologia da Ordem dos Médicos reconhecem&nbsp;&#8220;a necessidade de ser assegurada a sustentabilidade financeira da ADSE a longo prazo &#8211; e o esforço que tem sido feito nesse sentido pela sua direção &#8211; e sublinhando a imperiosa necessidade de assegurar o superior interesse dos beneficiários da ADSE&#8221;, mas deixam algumas reservas relativamente aos &#8220;cancelamentos e dificuldades condicionam&nbsp;de forma grave o acesso dos beneficiários a cuidados médicos que necessitam&#8221;.</p>
<p>As duas entidades sugerem &#8220;a introdução de alterações que possibilitem a inexistência de restrições em tecnologias e fármacos mais recentes possibilitando os melhores cuidados aos doentes&#8221;, e disponibilizam-se para diálogo no sentido de melhorar, &#8220;no superior interesse dos beneficiários, a tabela da ADSE na área da Oftalmologia&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Arranca já amanhã a SPO de Verão/RAIO 2021</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ESP Luís Figueiredo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Jul 2021 10:18:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[SPO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre os dias 2 e 4 de julho, o Centro de Congressos de Aveiro será palco da Reunião de Grupos de Subespecialidade da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO), que decorre em simultâneo com a Reunião Anual de Internos de Oftalmologia (RAIO 2021). Fique a par dos temas em discussão nesta edição da SPO de Verão [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre os dias 2 e 4 de julho, o Centro de Congressos de Aveiro será palco da Reunião de Grupos de Subespecialidade da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO), que decorre em simultâneo com a Reunião Anual de Internos de Oftalmologia (RAIO 2021). Fique a par dos temas em discussão nesta edição da SPO de Verão e saiba que ainda se pode inscrever.</p>
<p><span id="more-212296"></span></p>
<p>“Uveítes Anteriores Hipertensivas”, “Oculoplástica no Serviço de Urgência”, “Retina: pearls and pitfalls” e “Childhood Macular Dystrophies” são alguns dos grandes temas em destaque no evento, cujo programa científico pode consultar <a href="https://spoftalmologia.pt/wp-content/uploads/2021/05/SPOVERAO_RAIO2021_programa.pdf.pdf" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<p>Além da partilha dos casos clínicos SPO Jovem “Innovave treatments – Thinking outside the box”, será possível participar nas várias sessões apresentadas pelos grupos de Neuroftalmologia, de Inflamação Ocular, de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo, de Ergoftalmologia, de Patologia Oncológica e Genética Ocular, de Órbita e Oculoplástica, de Superfície Ocular, Córnea e Contactologia, de Glaucoma, de Retina e Vítreo, da Cirurgia Implanto-Refrativa de Portugal e SPO Jovem.</p>
<p>Segundo a SPO, serão “três dias de partilha intergeracional que pretende, mais uma vez, unir os sócios num momento de elevada qualidade científica”. O evento será marcado ainda pela discussão dos Estatutos da sociedade científica no “Segundo Fórum de Discussão”, no qual “serão apresentadas propostas de redação dos artigos já analisados, sendo os restantes discutidos nesta ocasião”.</p>
<p>Faça a sua inscrição <a href="https://raio2021.pcoveranatura.com/forms/#page_emo_form" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<p>Obtenha mais informações nesta <a href="https://spoftalmologia.pt/evento/spo-verao-raio-2021/" target="_blank" rel="noopener">ligação</a>.</p>
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		<item>
		<title>SPO alerta para sintomas de alergia ocular</title>
		<link>https://myoftalmologia.pt/atualidade/spo-alerta-para-sintomas-de-alergia-ocular/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ESP Luís Figueiredo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Jun 2021 08:26:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[alergia ocular]]></category>
		<category><![CDATA[SPO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) alerta para as alergias oculares. Estima-se que 20 a 25% da população portuguesa sofra deste tipo de alergias, independentemente da sua idade ou género. A conjuntivite alérgica ocorre quando um agente estranho (alérgeno) irrita a conjuntiva (membrana fina e transparente, que reveste o olho e a parte interior das [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) alerta para as alergias oculares. Estima-se que 20 a 25% da população portuguesa sofra deste tipo de alergias, independentemente da sua idade ou género.</p>
<p><span id="more-212286"></span></p>
<p>A conjuntivite alérgica ocorre quando um agente estranho (alérgeno) irrita a conjuntiva (membrana fina e transparente, que reveste o olho e a parte interior das pálpebras), provocando uma inflamação da mesma. Este tipo de manifestação alérgica pode afetar todos os grupos etários, desde a infância até às idades mais avançadas, pelo que é fundamental que todos estejam atentos a possíveis sintomas.</p>
<p>Segundo a Dr.ª Ana Vide Escada, oftalmologista e secretária-geral adjunta da SPO, sublinha que “geralmente os sintomas associados são vermelhidão ocular, comichão e secreção transparente ou esbranquiçada. Em casos mais severos, podem associar-se inchaço e descamação da pele das pálpebras, lacrimejo e aumento da sensibilidade à luz.”</p>
<p>A alergia ocular pode aparecer de forma isolada ou associada a outras manifestações de alergia, como crises de espirros, escorrência nasal, tosse irritativa e eczema atópico. Apesar de poder surgir em qualquer altura do ano, a conjuntivite alérgica é mais comum na primavera, devido às elevadas quantidades de pólen no ar. No entanto, os dias quentes e secos, que se avizinham nos próximos meses, podem provocar também um aumento da quantidade de poeiras e ácaros no ar.</p>
<p>Os próximos meses requerem, então, um cuidado especial e uma atenção redobrada a possíveis sintomas de alergia ocular. “O controlo da conjuntivite alérgica passa, primeiramente, pela sua prevenção, evitando o contacto com os alérgenos, quando estes já são conhecidos (pólenes, ácaros, pó da casa, entre outros)”, explica a Dr.ª&nbsp;Ana Vide Escada.</p>
<p>Relativamente ao tratamento, este envolve, normalmente, agentes anti-histamínicos (antialérgicos) ou gotas lubrificantes. Eventualmente, poderão ser usados corticosteróides, que são potentes agentes anti-inflamatórios, entre outros, mas apenas sob prescrição médica.&nbsp;“A medicação pode ser somente tópica (aplicação ocular direta em gotas, gel ou pomada) e/ou ser sistémica. Geralmente, nas situações mais severas e nas crianças (que tendencialmente controlam menos o impulso de coçar e fazem reações muito exuberantes) é necessário aplicar medidas terapêuticas locais e sistémicas.”, acrescenta ainda a especialista.</p>
<p>Estas conjuntivites não são contagiosas, mas dada a sua frequência podem atingir todos os membros da família. Assim, em qualquer idade e perante a suspeita de uma conjuntivite alérgica, nomeadamente na ausência de alergias prévias conhecidas, deve ter-se uma confirmação do diagnóstico, bem como uma prescrição da terapêutica mais adequada a cada caso.&nbsp;</p>
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		<title>“Vamos ter uma defesa intransigente do ato médico” em Oftalmologia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ESP Luís Figueiredo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Nov 2020 10:32:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[SPO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Apoio à formação contínua e à investigação são a pedra de toque do nosso programa”, declara o Prof. Doutor Rufino Silva, candidato à presidência da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO). As eleições realizam-se no dia 12 de dezembro, mas o especialista e a sua equipa já começaram a produzir os programas para o próximo biénio, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Apoio à formação contínua e à investigação são a pedra de toque do nosso programa”, declara o <strong>Prof. Doutor Rufino Silva</strong>, candidato à presidência da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO). As eleições realizam-se no dia 12 de dezembro, mas o especialista e a sua equipa já começaram a produzir os programas para o próximo biénio, com o objetivo de tornar as crises oportunidades. Veja a entrevista.</p>
<p><span id="more-212210"></span></p>
<p><strong>My Oftalmologia (MO) | O que o levou a candidatar-se à presidência da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO)?</strong><br /><strong>Prof. Doutor Rufino Silva (RS) |</strong> A principal razão é porque quero contribuir para melhorar a Oftalmologia portuguesa e a saúde ocular dos portugueses. E quero também retribuir de alguma maneira o que recebi da sociedade. Ao longo destes anos, ganhei experiência nas diferentes posições que fui ocupando, pelo que chegou a altura de retribuir. Por outro lado, acho que tenho as capacidades necessárias para ajudar, com a nossa equipa, a criar para os oftalmologistas de uma rede de conhecimento e saber, um dos pontos fortes do nosso projeto. Pretendemos aglutinar todos os oftalmologistas, numa altura de grandes mudanças devido ao momento que estamos a atravessar, pelo que acredito que, com a equipa que tenho e com a colaboração de todos, vamos conseguir.</p>
<p><strong>MO | “Construir o futuro, agora” é o mote da sua candidatura. O que motivou a escolha?</strong><br /><strong>RS |</strong> Atravessamos uma época diferente, em que o digital ocupa um espaço enorme. Se nos dissessem há um ano que estaríamos a fazer congressos e conferências virtuais, webinars e que a formação iria ser praticamente toda online não iríamos acreditar. Demos um salto colossal neste curto espaço de tempo, estamos a evoluir e o grande objetivo é fazer das crises oportunidades, inovando com o nosso projeto, nomeadamente na formação. Estamos ainda em campanha, as eleições serão apenas no dia 12 de dezembro, mas os nossos grupos de trabalho já estão a produzir os programas de cada secção para o próximo biénio e isto é, também, inovação, é fazer das novas realidades uma oportunidade para darmos um salto qualitativo no qual já estamos empenhados. Queremos que cada secção seja um polo dinamizador e gerador de formação científica na sociedade.</p>
<p><strong>MO | Qual é a composição da sua lista e em que medida o ajudará, caso seja eleito, a essa construção do futuro?</strong><br /><strong>RS |</strong> Vai ser difícil mencionar-lhe os nomes todos. Há uma equipa oficial, que inclui 37 pessoas que vão a votos. É uma equipa formada por oftalmologistas de reconhecida competência, quer clínica, quer científica, quer ética e para mim é um orgulho contar e trabalhar com esta equipa. Sinto-me profundamente reconhecido e orgulhoso que as pessoas tenham aderido ao nosso projeto, não só as pessoas que vão a eleição, cujo nome aparece na lista, mas também as pessoas que não aparecendo nas listas oficialmente já estão a trabalhar, elaborando os projetos que iremos realizar no próximo biénio. Obviamente, que estes grupos de trabalho não serão exclusivos e qualquer pessoa poderá depois aderir, mas estes são o início de todo o projeto que vai ser realizado ao longo destes dois anos. <br />Quero também referir ainda outros grupos de trabalho. Um é o grupo de trabalho da revista que inclui o coordenador e o corpo redatorial e que têm pela frente a difícil tarefa de indexar a mesma. O outro é a SPO Jovem, um grupo muito ativo, ambicioso e em que depositamos enorme esperança porque têm conhecimentos e necessidades que são diferentes dos mais seniores. O terceiro é o grupo de coordenação da página da SPO, que é uma peça fundamental na comunicação com os sócios. Qualquer um destes grupos esta já a construir o futuro.<br />Temos também algo inovador, que quero partilhar em primeira mão, que será a criação de uma unidade de apoio à investigação e de uma unidade de formação contínua. Uma das missões da sociedade é a ciência e, portanto, queremos que haja, dentro da SPO, uma unidade que apoie a investigação. Por exemplo, se quisermos saber qual é a prevalência de uma determinada patologia em Portugal, mesmo atos clínicos muito comuns, raramente conseguimos; o nosso objetivo é que esta unidade funcione com um elo dinamizador para o acesso a estudos científicos, para criar redes e estrutura e formar pessoas para a ciência e para o ensino, algo que é fundamental para os jovens oftalmologistas.<br />A unidade de formação contínua é a “pedra de toque” do nosso programa. Temos uma equipa já formada, com um projeto, que tem como objetivo final a criação de uma biblioteca digital, em que todos os conteúdos científicos produzidos pela sociedade, ou outras associações, incluindo internacionais, desde que sejam de interesse para os oftalmologistas, estarão contemplados e devidamente catalogados. Por exemplo, um médico que não está num hospital central e tem menos contacto com determinadas patologias poderá facilmente encontrar a informação que necessita nesta biblioteca digital.</p>
<p><strong>MO | Uma vez que faz parte da atual direção, a sua candidatura é, de algum modo, disruptiva face ao mandato que está a finalizar?</strong><br /><strong>RS |</strong> Tenho muito orgulho em ter pertencido a esta direção, assim como pertenci a outras direções anteriores, e a ideia que tenho é que as pessoas estão a dar o seu melhor, de livre vontade e de forma gratuita. Todo o trabalho que tem vindo a ser feito pela SPO até agora é a base onde vai assentar o nosso programa, pelo que só tenho de agradecer. Quero referir também que esta direção atual tem muitos méritos: cumpriu o seu programa, no primeiro ano e, este ano, enfrentando a pandemia, foi, por exemplo, pioneira na publicação das normas necessárias para os oftalmologistas se protegerem e protegerem os utentes. Mesmo em pandemia, a SPO vai realizar ainda um congresso virtual e promoveu estas eleições, implementando, pela primeira vez, o voto eletrónico. Pelo que me sinto agradecido e honrado em ter participado nesta direção.</p>
<p><strong>MO |O seu programa de candidatura refere a necessidade de uma SPO “inovadora, adaptada aos novos tempos e às novas tecnologias, com formação científica contínua 365 dias”. Estes são os principais eixos em que é necessário atuar?</strong><br /><strong>RS |</strong> É uma parte da missão da SPO, apesar de não terminar aqui a função da mesma. A formação é importante, os nossos oftalmologistas são os melhores, pelo que queremos apostar na fomentação do seu conhecimento. Por exemplo, existe um exame europeu de especialidade, o European Board of Ophtalmology (EBO), e os nossos especialistas ficam sempre nos primeiros lugares, pelo que são contratados muito facilmente na Europa e com salários muito superiores. É este conhecimento que pretendemos aproveitar para a produção de conteúdos relevantes para a especialidade. Vamos também unir-nos a outras associações, nacionais e internacionais, para associar conteúdos científicos seus que sejam relevantes à nossa biblioteca digital, tornando-os acessíveis aos médicos, 365 dias no ano.</p>
<p><strong>MO | Defende que os oftalmologistas estão a passar por tempos difíceis. Quais são as suas preocupações com a especialidade? O que é necessário mudar para fazer frente aos tempos atípicos?</strong><br /><strong>RS |</strong> Há um ponto importante, onde vamos ser perentórios, que é a proteção da saúde ocular da população portuguesa e a defesa do ato médico em Oftalmologia. Vamos esclarecer a população e ter uma defesa intransigente do ato médico na especialidade. <br />Como lhe disse, temos os melhores oftalmologistas do mundo, que competem e ganham prémios internacionais, com ligações internacionais fortes e capazes de prestar os melhores cuidados médicos aos portugueses. Apenas os Oftalmologistas estão preparados para tal missão. Além disso, vamos estar atentos aos oftalmologistas que, durante a crise de saúde pública, quer a nível pessoal, quer em termos de trabalho, possam estar numa situação instável e a SPO, como sociedade agregadora, tem de estar vigilante também para estas situações.</p>
<p><strong>MO | A pandemia veio afetar todas as especialidades, incluindo a Oftalmologia. Este ano atípico motivou a sua decisão de se candidatar à presidência da SPO? Quais foram as maiores dificuldades para os profissionais de saúde da área?</strong><br /><strong>RS |</strong> Não foi propriamente a pandemia que me motivou para me candidatar. Foi a vontade de querer contribuir. O facto de conseguir juntar este grupo tão bom de oftalmologistas, numa equipa que eu acho fantástica, levou-me a avançar com toda a certeza e grande confiança de que vamos conseguir os nossos objetivos. <br />Eu penso que a Oftalmologia portuguesa, a sociedade e os seus sócios irão beneficiar muito nestes dois anos com aquilo que a nossa direção vai acrescentar a todo o trabalho que foi feito até agora. Com a maior das humildades creio que temos a equipa que tem a competência, o saber e a vontade de inovar, com estabilidade e responsabilidade.</p>
<p><strong>MO |</strong> Caso seja eleito, qual será a sua prioridade, a primeira medida?<br /><strong>RS |</strong> Penso que será chamar todos os oftalmologistas, incluindo os que ainda não estão connosco e pedir para trabalharmos em equipa. Temos de trabalhar todos em rede, os oftalmologistas precisam de todos e nós não podemos desperdiçar capacidades e recursos. Não nos podemos esquecer de que temos como objetivo comum olhar pelos oftalmologistas, dos mais jovens aos mais seniores, e melhorar a saúde ocular dos portugueses. Não vai ser o presidente da SPO que vai conseguir fazer tudo isto. Tal só é possível com uma equipa forte, credível, formada por oftalmologistas competentes, reconhecidos pelos seus pares, com experiências diversas, com a qual os oftalmologistas se identificam e se sentem representados.</p>
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		<title>EURETINA 2020: “O aparecimento dos antiangiogénicos deu outra dimensão à nossa área”, afirma Dr. Nuno Gomes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ESP Luís Figueiredo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2020 11:37:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[antiangiogénicos]]></category>
		<category><![CDATA[Euretina 2020]]></category>
		<category><![CDATA[Nuno Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[retina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O programa deste EURETINA reflete aquilo que tem sido o crescimento da área da retina, nos últimos anos. O aparecimento dos antiangiogénicos deu outra dimensão à nossa área e o congresso tem crescido a um ritmo muito acelerado”. É esta a visão do Dr. Nuno Gomes, oftalmologista no Hospital de Braga e coordenador do Grupo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>“O programa deste EURETINA reflete aquilo que tem sido o crescimento da área da retina, nos últimos anos. O aparecimento dos antiangiogénicos deu outra dimensão à nossa área e o congresso tem crescido a um ritmo muito acelerado”. É esta a visão do Dr. Nuno Gomes, oftalmologista no Hospital de Braga e coordenador do Grupo Português de Retina-Vítreo da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO).</p>
<p><span id="more-212182"></span></p>
<p>Membro do EURETINA a título individual, desde os tempos de internato de especialidade, confessa que “é até difícil conseguir acompanhar todo o congresso, pois tem sempre várias salas a funcionar em simultâneo”, mas destaca as mais valias desta edição virtual, por permitir rever as apresentações a posteriori e ter acesso a ainda mais informação.</p>
<p>Para o Dr. Nuno Gomes, seria “uma ideia interessante” a SPO fazer um resumo sobre os pontos que identificaram como mais relevantes para os oftalmologistas portugueses e disponibilizá-lo a que não teve oportunidade de assistir ao congresso.</p>
<p>Sobre a especialidade, em Portugal, considera que “está perfeitamente enquadrada com o resto do mundo”, justificando: “Temos várias pessoas de referência a nível internacional e vários centros que são presença habitual nos ensaios clínicos para lançamento de novos fármacos”.</p>
<p>“Penso que os nossos doentes podem ficar descansados, sabendo que, neste momento, já não é preciso sair do nosso país para se ter acesso aos melhores tratamentos disponíveis”, remata.</p>
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		<title>Sociedade Portuguesa de Oftalmologia alerta para aumento de problemas oculares no verão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ESP Luís Figueiredo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2020 08:31:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SPO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com a chegada do verão e a inevitável presença dos raios ultravioletas (UV) que podem trazer consequências negativas para a visão, a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) alerta para os cuidados a ter com a visão, numa fase em a população em geral está mais exposta ao sol. Apesar de estarmos a viver ainda uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com a chegada do verão e a inevitável presença dos raios ultravioletas (UV) que podem trazer consequências negativas para a visão, a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) alerta para os cuidados a ter com a visão, numa fase em a população em geral está mais exposta ao sol.</p>
<p><span id="more-212126"></span></p>
<p>Apesar de estarmos a viver ainda uma pandemia, que merece muita atenção por parte da população, a SPO vem lembrar que são precisas precauções relativamente a outras ações, nomeadamente a saúde ocular.</p>
<p>A sociedade científica alerta que “a quantidade de radiação UV a que estamos sujeitos está dependente da hora do dia e da localização geográfica, assim como da capacidade refletora do meio ambiente em que nos encontramos, sendo essencial a proteção ocular em diversas ocasiões para evitar problemas oculares maiores”.&nbsp;</p>
<p>Ainda que o olho tenha mecanismos próprios de defesa para o excesso de radiação UV, com a tendência para piscar ou semicerrar os olhos, ou a alteração do tamanho da pupila, e ainda a própria existência da córnea e do cristalino, que ajudam a diminuir a quantidade de raios que chega à retina, tal não é suficiente, como clarifica a Dr.ª Sandra Barrão, médica oftalmologista da SPO.</p>
<p>A utilização de óculos de sol é um reforço importante para diminuir a luminosidade a que o olho está sujeito, dando-lhe um maior conforto. No entanto, a sua eficácia está dependente da existência de lentes com filtro de proteção contra os raios UV.</p>
<p>“Esse filtro deve garantir um bloqueio perto dos 100%, para além de que deve ter um selo de garantia pelo fabricante e qualidade, de forma a não causarem distorção da imagem”, alerta a Dr.ª Sandra Barrão.</p>
<p>A Dr.ª Sandra Barrão recorda que “qualquer existência prévia de patologia ocular ou de situações sistémicas que estejam associadas a alterações oculares, assim como novas queixas são motivo para manter as consultas de seguimento”, sob pena que o atraso no diagnóstico e na instituição da terapêutica possa resultar na perda definitiva de acuidade visual.</p>
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		<title>SPO alerta para risco associado a consultas por profissionais sem formação médica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ESP Luís Figueiredo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2020 09:53:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SPO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O regresso do país, ainda que com restrições, à atividade económica gera preocupação à Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO), que recorda que continua em funcionamento, tal como aconteceu desde o início da pandemia, uma linha de apoio às pessoas com doenças oculares. A sociedade científica aproveita ainda para a alertar a população: &#8220;são necessários cuidados [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O regresso do país, ainda que com restrições, à atividade económica gera preocupação à Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO), que recorda que continua em funcionamento, tal como aconteceu desde o início da pandemia, uma linha de apoio às pessoas com doenças oculares. A sociedade científica aproveita ainda para a alertar a população: &#8220;são necessários cuidados reforçados com as idas a quem se intitula especialista, mas não tem a competência que apenas os oftalmologistas dispõem&#8221;.</p>
<p><span id="more-212104"></span></p>
<p>O Prof. Doutor Fernando Falcão Reis, presidente da SPO, confirma que “os médicos oftalmologistas estão disponíveis para proceder a uma consulta não presencial e, se necessário, sugerir uma observação médica prioritária”. Um apoio que, refere, “afigura-se como especialmente importante, numa altura em que os profissionais de optometria reiniciam a atividade, explorando a confusão entre médicos oftalmologistas e técnicos de optometria”.</p>
<p>De acordo com o especialista, “a confusão é fomentada&nbsp;pelo ilusório cumprimento de normas e procedimentos emanados pela Ordem dos Médicos, cujo alcance os técnicos de optometria são incapazes de compreender por falta de formação médica”.</p>
<p>Desta forma, a SPO&nbsp; informa que “o único grupo profissional que, em Portugal, pode legalmente prestar cuidados no âmbito da saúde ocular são os médicos oftalmologistas”.</p>
<p>Para a população a necessitar de cuidados médicos, os especialistas estão disponíveis através da <a href="https://coeso.pt/?fbclid=IwAR3cxTvU9pz7izOtJ5PKLakrtrirKVggsfx5Bjv3rlT-d5_yiIhoOyIZFOQ" target="_blank" rel="noopener">COESO </a>– a nova rede de Consultórios de Especialistas de Oftalmologia da Sociedade. Para aceder a consultas, apenas é necessário descarregar a <em>app</em> COESO ou entrar em contacto através da linha de apoio 800 300 350.&nbsp;</p>
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		<title>COVID-19: Sociedades emitem orientações sobre procedimentos oftalmológicos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ESP Luís Figueiredo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2020 10:46:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[covid19]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Perante a pandemia de COVID-19, o Colégio de Oftalmologia da Ordem dos Médicos e a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) emitiram um documento destinado à prática oftalmológica enquanto o risco de contágio se mantiver elevado. O Grupo de Estudos da Retina de Portugal (GER) da SPO, por sua vez, divulgou um reforço das orientações previamente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Perante a pandemia de COVID-19, o Colégio de Oftalmologia da Ordem dos Médicos e a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) emitiram um documento destinado à prática oftalmológica enquanto o risco de contágio se mantiver elevado. O Grupo de Estudos da Retina de Portugal (GER) da SPO, por sua vez, divulgou um reforço das orientações previamente publicadas, destinadas aos doentes de retina.</p>
<p><span id="more-212098"></span></p>
<p>“A proximidade física e espacial entre o oftalmologista e a pessoa observada coloca ambos, doente e médico, em especial risco de contacto. Por outro lado, o exame oftalmológico envolve múltiplas observações que incluem acuidade visual, avaliação do equilíbrio oculomotor, observação do segmento anterior, medição da tensão ocular e observação do fundo ocular”, lê-se no documento.</p>
<p>A entidades relembram ainda o alerta da Associação Americana de Oftalmologia (AAO) quanto à “necessidade do uso de máscaras e proteção ocular, sobretudo na presença de doentes com sintomas respiratórios ou perante a história de viagem a locais de risco aumentado”.</p>
<p>Devido à “baixa taxa de doentes com necessidade urgente de cuidados” as organizações <a href="https://spoftalmologia.pt/wp-content/uploads/2020/03/Colégio-de-Oftalmologia-OM-SPO-COVID19.pdf" target="_blank" rel="noopener">recomendam</a> “adotar medidas urgentes tendentes a diminuir o risco de propagação da infeção” mediante a redução do atendimento e a remarcação de consultas “logo que a situação epidemiológica o permita”, mantendo-se apenas as consultas e exames urgentes.</p>
<p>“As cirurgias eletivas devem ser suspensas; para além da diminuição do risco de contágio entre equipas cirúrgicas e doentes, esta medida garantirá a economia dos recursos e do material de proteção individual, que ficará disponível para os casos de atendimento urgente obrigatório”, acrescentam.</p>
<p>Os doentes devem ser sujeitos a um “inquérito epidemiológico”, incluindo a passagem por países ou regiões de risco acrescido, história ou presença de febre, tosse ou sintomas respiratórios. Apenas pessoas dependentes podem estar acompanhadas, refere ainda o documento.</p>
<p>“Todos os profissionais devem submeter-se a formação e treino do controle de infeção, de forma a familiarizar-se com as etapas de higienização das mãos e com a técnica de vestir e retirar os equipamentos de proteção individual. Todos os profissionais devem monitorizar a sua temperatura corporal antes de iniciar funções. Devem igualmente reportar a presença de qualquer sintoma”, frisam.</p>
<p>Salas de espera ventiladas, proteções nas lâmpadas de fenda e uso de equipamento de proteção individual, que deve ser descartado após consulta, são outras das recomendações. Além disso, deve ser implementado um sistema de teleconsultas, bem como uma linha telefónica destinada a atendimento urgente.</p>
<p>Já o GER, <a href="https://spoftalmologia.pt/wp-content/uploads/2020/04/0.pdf" target="_blank" rel="noopener">recomenda</a> que “o grau de risco para o doente e o grau da sua patologia vítreo-retiniana” seja estratificado, avaliando fatores como comorbilidades, idade e risco sistémico. Consoante o risco, as consultas podem ser adiadas por seis (baixo) ou três meses (moderado). Caso se trate de um doente de alto risco, devem ser tomadas precauções, tendo em conta a patologia.</p>
<p>Devem ainda “privilegiar o laser por oftalmoscopia indireta e mesmo a injeção intra-vítrea de anti-VEGF que tem menos risco para o médico”, sendo que “a monitorização e tratamento da retinopatia diabética proliferativa e RDP grave não devem ser interrompidos”.</p>
<p>O organismo adianta que o médico deve, sempre que possível, falar com o doente de retina médica e cirúrgica através de teleconsulta, devido ao seu alto risco, de modo a preservar a relação médico-doente.</p>
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