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		<title>COVID-19: Sociedades emitem orientações sobre procedimentos oftalmológicos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ESP Luís Figueiredo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2020 10:46:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Perante a pandemia de COVID-19, o Colégio de Oftalmologia da Ordem dos Médicos e a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) emitiram um documento destinado à prática oftalmológica enquanto o risco de contágio se mantiver elevado. O Grupo de Estudos da Retina de Portugal (GER) da SPO, por sua vez, divulgou um reforço das orientações previamente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Perante a pandemia de COVID-19, o Colégio de Oftalmologia da Ordem dos Médicos e a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) emitiram um documento destinado à prática oftalmológica enquanto o risco de contágio se mantiver elevado. O Grupo de Estudos da Retina de Portugal (GER) da SPO, por sua vez, divulgou um reforço das orientações previamente publicadas, destinadas aos doentes de retina.</p>
<p><span id="more-212098"></span></p>
<p>“A proximidade física e espacial entre o oftalmologista e a pessoa observada coloca ambos, doente e médico, em especial risco de contacto. Por outro lado, o exame oftalmológico envolve múltiplas observações que incluem acuidade visual, avaliação do equilíbrio oculomotor, observação do segmento anterior, medição da tensão ocular e observação do fundo ocular”, lê-se no documento.</p>
<p>A entidades relembram ainda o alerta da Associação Americana de Oftalmologia (AAO) quanto à “necessidade do uso de máscaras e proteção ocular, sobretudo na presença de doentes com sintomas respiratórios ou perante a história de viagem a locais de risco aumentado”.</p>
<p>Devido à “baixa taxa de doentes com necessidade urgente de cuidados” as organizações <a href="https://spoftalmologia.pt/wp-content/uploads/2020/03/Colégio-de-Oftalmologia-OM-SPO-COVID19.pdf" target="_blank" rel="noopener">recomendam</a> “adotar medidas urgentes tendentes a diminuir o risco de propagação da infeção” mediante a redução do atendimento e a remarcação de consultas “logo que a situação epidemiológica o permita”, mantendo-se apenas as consultas e exames urgentes.</p>
<p>“As cirurgias eletivas devem ser suspensas; para além da diminuição do risco de contágio entre equipas cirúrgicas e doentes, esta medida garantirá a economia dos recursos e do material de proteção individual, que ficará disponível para os casos de atendimento urgente obrigatório”, acrescentam.</p>
<p>Os doentes devem ser sujeitos a um “inquérito epidemiológico”, incluindo a passagem por países ou regiões de risco acrescido, história ou presença de febre, tosse ou sintomas respiratórios. Apenas pessoas dependentes podem estar acompanhadas, refere ainda o documento.</p>
<p>“Todos os profissionais devem submeter-se a formação e treino do controle de infeção, de forma a familiarizar-se com as etapas de higienização das mãos e com a técnica de vestir e retirar os equipamentos de proteção individual. Todos os profissionais devem monitorizar a sua temperatura corporal antes de iniciar funções. Devem igualmente reportar a presença de qualquer sintoma”, frisam.</p>
<p>Salas de espera ventiladas, proteções nas lâmpadas de fenda e uso de equipamento de proteção individual, que deve ser descartado após consulta, são outras das recomendações. Além disso, deve ser implementado um sistema de teleconsultas, bem como uma linha telefónica destinada a atendimento urgente.</p>
<p>Já o GER, <a href="https://spoftalmologia.pt/wp-content/uploads/2020/04/0.pdf" target="_blank" rel="noopener">recomenda</a> que “o grau de risco para o doente e o grau da sua patologia vítreo-retiniana” seja estratificado, avaliando fatores como comorbilidades, idade e risco sistémico. Consoante o risco, as consultas podem ser adiadas por seis (baixo) ou três meses (moderado). Caso se trate de um doente de alto risco, devem ser tomadas precauções, tendo em conta a patologia.</p>
<p>Devem ainda “privilegiar o laser por oftalmoscopia indireta e mesmo a injeção intra-vítrea de anti-VEGF que tem menos risco para o médico”, sendo que “a monitorização e tratamento da retinopatia diabética proliferativa e RDP grave não devem ser interrompidos”.</p>
<p>O organismo adianta que o médico deve, sempre que possível, falar com o doente de retina médica e cirúrgica através de teleconsulta, devido ao seu alto risco, de modo a preservar a relação médico-doente.</p>
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