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	<title>1ª Reunião Virtual GER Archives - My Oftalmologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Oftalmologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças oftalmológicas.</description>
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		<title>Update em diagnóstico diferencial de nevus e melanoma</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2020 17:49:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O papel da imagiologia no diagnóstico diferencial de nevus e melanoma da coroideia foi o tema trazido pela Dr.ª Filomena Pinto à 1.ª Reunião virtual GER. Segundo a oftalmologista do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, EPE, a distinção entre nevus atípico e melanoma da coroideia é “um tema que nos inquieta” e durante a sua [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O papel da imagiologia no diagnóstico diferencial de nevus e melanoma da coroideia foi o tema trazido pela <strong>Dr.ª Filomena Pinto</strong> à 1.ª Reunião virtual GER. Segundo a oftalmologista do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, EPE, a distinção entre nevus atípico e melanoma da coroideia é “um tema que nos inquieta” e durante a sua intervenção salientou as mais-valias da imagem multimodal neste diagnóstico diferencial.</p>
<p><span id="more-212204"></span></p>
<p>A Dr.ª Filomena Pinto começou por explicar que a maioria dos marcadores clínicos e ecográficos de risco preditivos de transformação de nevus em melanoma da coroideia identificados até 2009, foram determinados clínica e ecograficamente “sem o benefício da imagem multimodal &#8211; que nos últimos anos tem sido usada em oncologia com considerável otimização do diagnóstico e decisão terapêutica”. Assim, “técnicas imagiológicas como o OCT, a fluorescência e especificamente a OCT e angiografia (OCT-A) passaram a fazer parte do nosso leque de exames”, o que culminou na “identificação de novos fatores de risco”, acrescentou.</p>
<p>Quanto às características imagiológicas que permitem a distinção entre nevus e melanoma da coroide, importa referir que “o nevu é uma lesão subretiniana pigmentada com bordos indistintos frequentemente associada a drusens na sua superfície, por vezes difícil de identificar por ecografia mas que apresenta uma refletividade muito elevada”, enquanto que “o melanoma apresenta uma refletividade baixa a média, uma forma de cúpula ou de cogumelo”.</p>
<p>Como relatou a oftalmologista as dificuldades na diferenciação aumentam perante “lesões com características mistas”, como o caso de lesão que “pela ecografia tem características de nevus, com espessura &lt;2mm, refletividade elevada, mas clinicamente é uma lesão com pigmento laranja na sua superfície”.</p>
<p>Na análise por OCT, o nevus apresenta-se como “uma lesão plana ligeiramente elevada, muito refletiva, comprimindo a coreocapilar, condicionando a sombra posterior, frequentemente associado tanto a alterações do epitélio pigmentado da retina, drusen, dreptdosenoides, metaplasia, como também a alterações da retina externa, nomeadamente a presença de edema intraretiniano e de atrofia dos fotorreceptores”, sendo estes “sinais de cronicidade”. Em oposição, “no melanoma existem sinais de atividade, sendo o mais importante a presença do fluido subretiniano”, que se pode localizar quer “inferiormente à lesão, condicionando descolamento de retina exsudativos”, quer “longe da lesão, como é o caso da lesão extra macular temporal superior e que surge com fluido subfoveal, um sinal extremamente importante”, elucidou. Avaliada por OCT, a lesão indeterminada “apresenta fluido subretiniano, pelo que estamos na presença de uma lesão melanocítica indeterminada com dois marcadores de risco”.</p>
<p>Já na autofluorescência, “o nevus apresenta-se frequentemente iso-autofluorescente ou com padrão granular de hiper-autofluorescência”, que está “quase sempre relacionado com alterações a nível do epitélio pigmentado”. Por seu turno, “o melanoma apresenta uma hiper-autofluorescência que é muito mais marcada, difusa e bem mais heterogénia”. Uma vez mais, na lesão indeterminada em análise que se apresentava com pigmento laranja e com líquido subretiniano, “verifica-se e confirma-se presença de lipofuscina na sua superfície”.</p>
<p>A terminar a sua intervenção, a Dr.ª Filomena Pinto reforçou que “o nevus macular benigno pode provocar disfunção visual grave, e mesmo um nevo pequeno estável pode evoluir com complicações vasculares”, sendo que um número aumentado de fatores de risco “aumenta o risco de transformação maligna”. O crescimento documentado num curto período de tempo “é altamente sugestivo de transformação maligna, com o cut-off de 0,5mm num espaço de tempo &lt;2 anos, no que diz respeito ao diâmetro basal e à espessura”, afirmou concluindo que “os doentes com nevus devem fazer exames periódicos com imagem multimodal”.</p>
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		<title>Update: caracterização das distrofias e terapêutica génica na retina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ESP Luís Figueiredo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2020 17:46:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este foi o título da apresentação que, na 1ª Reunião Virtual GER, abriu o Curso Updates na Retina 2020, cuja mesa foi constituída pelos Dr. João Nascimento, Dr.ª Teresa Quintão, e os Prof. Doutores Carlos Marques Neves e Maria da Luz Cachulo. Na sua intervenção, o oftalmologista do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Este foi o título da apresentação que, na 1ª Reunião Virtual GER, abriu o Curso Updates na Retina 2020, cuja mesa foi constituída pelos <strong>Dr. João Nascimento, Dr.ª Teresa Quintão</strong>, e os <strong>Prof. Doutores Carlos Marques Neves e Maria da Luz Cachulo</strong>. Na sua intervenção, o oftalmologista do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), <strong>Dr. João Pedro Marques</strong>, fez a atualização sobre distrofias da retina, nomeadamente ao genótipo, fenótipo e à terapia génica.</p>
<p><span id="more-212202"></span></p>
<p>Começando por salientar o porquê da genotipagem em distrofias da retina, o especialista afirmou que além de esta ser “a única forma que temos para chegar a um diagnóstico definitivo”, é também “a única forma de prestar um aconselhamento genético preciso”, assim como para “identificar os doentes que poderão ou não beneficiar de determinada terapia génica”.</p>
<p>Um teste genético pode ser feito através da sequenciação de um único gene “se tivermos um fenótipo altamente sugestivo de determinado gene”, porém, na maioria das vezes é necessário avaliar painéis de genes, dado que “um determinado fenótipo pode ser causado por vários genes diferentes”.</p>
<p>A biologia molecular permitiu identificar mais de 300 genes associados a distrofias da retina, assim como “mudar a classificação das distrofias para uma classificação que é agora baseada no genótipo”. Isto é, “aquilo que antes se chamava LCA tipo II agora chama-se retinopatia associada a RPE65” ilustrou o também especialista do Coimbra Ophthalmology Reading Center (CORC), sublinhando que “esta é uma forma de representar melhor o espectro de doenças bem como a complexidade das apresentações fenotípicas que muitas vezes são sobreponíveis”.</p>
<p>“Direcionar o teste genético, evitando custos desnecessários”, “melhorar o nosso conhecimento sobre a doença e os genes que causam a doença”, assim como “facilitar o prognóstico dos doentes”, e ainda “permitir identificar quem e quando tratar”, foram as razões enumeradas pelo especialista sobre a necessidade de fazer uma boa fenotipagem em doentes com distrofias. Além disso, o teste genético “é fundamental para a definição de biomarcadores e também para identificar medidas de<em> outcome</em> após tratamento”.</p>
<p>O especialista acrescentou que há também casos em que “conseguimos estabelecer correlações genótipo-fenótipo, como é a retinopatia pigmentar sectorial que está muito associada a mutações do gene da rodopsina”, exemplificou.</p>
<p>“A terapia génica de veio revolucionar a área das distrofias da retina”, afirmou o especialista referindo-se à aprovação da primeira terapia génica em Medicina, direcionada ao gene RPE65 e “deve ser aplicada a doentes com mutações bialélicas do gene RPE65 com células retinianas viáveis”. No entanto, há questões ainda a refletir tais como “o que são células retinianas viáveis”, “que doentes devemos tratar” e “quais são as melhores <em>outcome measures</em> de tratamento”, salientando o especialista que:</p>
<p>• A maioria dos experts considera que a presença de uma camada nuclear externa bem visível no OCT constitui evidência bastante significativa para um potencial benefício do tratamento;<br />• Quanto a medidas de<em> outcome</em> após o tratamento, o FST (<em>full-field stimulus threshold</em>) seria um exame funcional muito importante para avaliar o benefício, assim como os <em>patient reported</em> <em>outcomes</em> poderão ser fonte de benefício adicional após tratamento na voz do doente.</p>
<p>O Dr. João Pedro Marques terminou a sua apresentação sublinhando que “incluir o teste genético como parte da avaliação de todos os doentes com distrofias da retina é a única forma que temos de caracterizar bem a distrofia e de poder perceber quais são os candidatos a tratamento”. Por outro lado, “uma boa fenotipagem permite obter biomarcadores de imagem e também definir melhor os principais <em>outcomes</em> que nos serão úteis após o tratamento”. E por último, “a necessidade de termos uma base de dados nacional forte que permita perceber a prevalência destas doenças no nosso país, caracterizar o seu perfil genético e identificar doentes que são candidatos a tratamento”, concluiu.</p>
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