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	<title>córnea Archives - My Oftalmologia</title>
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		<title>Teste genético para doenças hereditárias: definir o papel da análise genética no diagnóstico de doenças da córnea</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ESP Luís Figueiredo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jul 2021 09:21:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A análise genética está a desempenhar um papel cada vez mais importante no diagnóstico de uma ampla gama de doenças da córnea hereditárias, de acordo com o Dr. Joni A. Turunen, oftalmologista do Hospital Universitário de Helsínquia e líder de grupo no Folkhälsan Research Center, em Helsínquia, Finlândia. No 11.º Congresso Virtual da EuCornea, o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A análise genética está a desempenhar um papel cada vez mais importante no diagnóstico de uma ampla gama de doenças da córnea hereditárias, de acordo com o Dr. Joni A. Turunen, oftalmologista do Hospital Universitário de Helsínquia e líder de grupo no <em>Folkhälsan Research Center</em>, em Helsínquia, Finlândia. No 11.º Congresso Virtual da EuCornea, o especialista adiantou que “nos últimos anos se registou um progresso considerável na elucidação da base genética molecular das distrofias da córnea, que promoveu novas estratégias de tratamento para estas doenças raras dos olhos”.</p>
<p><span id="more-212302"></span></p>
<p>&#8220;Testes genéticos de elevada especificidade e sensibilidade estão agora comercialmente disponíveis para rastrear mutações genéticas nos genes responsáveis pelo desenvolvimento de uma série de distrofias da córnea&#8221;, referiu o oftalmologista. O diagnóstico de doenças da córnea hereditárias é um processo complexo, uma vez que a doença pode apresentar-se com outras condições oculares, tais como defeitos oculares de desenvolvimento da megalocórnea, microftalmia, disgenesia do segmento anterior ou cataratas congénitas.<br /> O especialista esclarece: “Ao considerar os testes genéticos para as doenças da córnea, é importante compreender o tipo de doenças hereditárias presentes no grupo populacional específico. É claro que isto está a tornar-se mais difícil hoje em dia, porque quase todos os países têm atualmente populações mais mistas. Temos de considerar o histórico familiar de doenças oculares e possíveis fatores hereditários, para verificar doenças ou sintomas sistémicos e para realizar exames clínicos e de imagem detalhados&#8221;. Sublinhou ainda a importância do aconselhamento genético para elucidar os doentes e as suas famílias e ajudá-los a compreender e adaptar-se às implicações médicas, psicológicas e familiares sobre a contribuição genética para a doença.</p>
<p>&#8220;Os testes genéticos podem ser feitos numa variante de cada vez numa dada altura quando conhecemos já a variante presente na família, ou, então, temos de fazer a sequenciação de genes inteiros ou usando painéis genéticos direcionados, normalmente utilizando a sequenciação do exoma&#8221;, acrescentou.<br /> Muita pesquisa tem sido conduzida em distrofias da córnea associadas à agregação disfuncional da proteína-fator de crescimento de transformação epitelial beta-induzido (TGFBI), com mais de 70 mutações TGFBI diferentes descritas até à data.</p>
<p>&#8220;Há muita heterogeneidade clínica e o diagnóstico é, muitas vezes, pouco claro, especialmente em indivíduos mais jovens. Algumas das mutações são muito claras, enquanto outras são apenas suspeitas. Sem dúvida que muito disto se deve ao facto de as mutações no gene TGFBI serem também responsáveis por, pelo menos, cinco distrofias da córnea hereditárias&#8221;, sustentou. A taxa de sucesso dos testes genéticos depende de algumas variáveis, observou o Dr. Joni A. Turunen, e acrescentou que &#8220;um estudo recente da <em>Blueprint Genetics</em> informou que a variante responsável pelas distrofias da córnea foi identificada com sucesso em 71% dos doentes&#8221;.</p>
<p>A própria pesquisa do médico nesta área focou-se recentemente em duas distrofias: distrofia recorrente da erosão córnea (ERED) e keraendotheliitis fugax hereditária. &#8220;Foi conhecido, recentemente, que, pelo menos, um subconjunto dos doentes com ERED é portador de uma mutação no gene colágeno tipo XVII alfa 1 (COL17A1). Na nossa pesquisa clínica, encontrámos cinco famílias da Finlândia com ERED com a mesma mutação em COL17A1. A nossa descoberta da mesma variante em mais uma população reforça a evidência de que esta variante é uma causa frequente da ERED&#8221;, disse.</p>
<p>A análise genética do Dr. Joni A. Turunen e dos colegas, em 34 doentes com keraendotheliitis fugax hereditária, identificou uma variante patogénica c.61G&gt;C no gene NLRP3, que codifica para a cryopyrin. &#8220;Dado que a variante está presente nas populações finlandesas e suecas a uma frequência de cerca de 0,02% e 0,01%, respetivamente, temos boas razões para suspeitar que esta doença também afeta outras populações de origem escandinava&#8221;, concluiu o investigador.</p>
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