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	<title>My Oftalmologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Oftalmologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças oftalmológicas.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 16 Sep 2026 11:08:21 +0000</lastBuildDate>
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	<title>My Oftalmologia</title>
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		<title>Porto recebe reunião dos principais grupos portugueses de Oftalmologia em 2026</title>
		<link>https://myoftalmologia.pt/eventos/porto-recebe-reuniao-dos-principais-grupos-portugueses-de-oftalmologia-em-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 11:08:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Porto é o palco de um importante encontro científico dedicado à Oftalmologia em outubro de 2026. O evento, intitulado “Reunião dos Grupos Portugueses de Retina e Vítreo, Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo, e Ergoftalmologia e Baixa Visão”, reúne especialistas nacionais para discutir avanços clínicos, investigação e práticas inovadoras nas respetivas áreas. A iniciativa ocorre nos dias [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Porto é o palco de um importante encontro científico dedicado à Oftalmologia em outubro de 2026. O evento, intitulado <em>“Reunião dos Grupos Portugueses de Retina e Vítreo, Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo, e Ergoftalmologia e Baixa Visão”</em>, reúne especialistas nacionais para discutir avanços clínicos, investigação e práticas inovadoras nas respetivas áreas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa ocorre nos dias 23 e 24 de outubro de 2026, no Renaissance Porto Lapa Hotel, e promete ser um dos principais momentos de atualização científica em oftalmologia em Portugal no próximo ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os temas em destaque estão a retina e vítreo, a oftalmologia pediátrica e o estrabismo, bem como a ergoftalmologia e a baixa visão, áreas fundamentais para a melhoria do diagnóstico e tratamento de patologias oftalmológicas complexas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais sobre o evento <a href="https://spoftalmologia.pt/evento/reuniao-dos-grupos-portugueses-de-retina-e-vitreo-oftalmologia-pediatrica-e-baixa-visao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Uveíte associada a pior qualidade de vida visual em adultos portugueses</title>
		<link>https://myoftalmologia.pt/atualidade/uveite-associada-a-pior-qualidade-de-vida-visual-em-adultos-portugueses/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 11:06:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo realizado em Lisboa entre janeiro e março de 2024 sugere que a uveíte está associada a uma pior qualidade de vida relacionada com a visão, com impacto significativo nas atividades diárias, na condução e no bem-estar psicossocial. A investigação incluiu 92 adultos portugueses com idade média de 46 anos, divididos entre participantes com [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Um estudo realizado em Lisboa entre janeiro e março de 2024 sugere que a uveíte está associada a uma pior qualidade de vida relacionada com a visão, com impacto significativo nas atividades diárias, na condução e no bem-estar psicossocial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação incluiu 92 adultos portugueses com idade média de 46 anos, divididos entre participantes com uveíte autorrelatada (36) e sem a doença (56). Todos responderam ao questionário validado <em>National Eye Institute Visual Function Questionnaire-25</em> (NEI VFQ-25), que avalia a perceção da função visual, limitações funcionais, dor ocular e impactos emocionais e sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que os participantes com uveíte relataram níveis significativamente mais elevados de preocupação constante com a visão e maior dor ocular, incluindo uma proporção mais elevada de casos de dor intensa. Além disso, estes indivíduos referiram mais dificuldades em tarefas quotidianas, como ler sinais de rua, cozinhar e localizar objetos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A condução também foi afetada, com 70% dos participantes com uveíte a reportarem dificuldades em conduzir durante o dia, face a 31,8% no grupo sem a doença. Foram ainda observados impactos emocionais e sociais mais frequentes, incluindo frustração, isolamento, restrição de atividades e maior dependência de terceiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As análises estatísticas indicam que a uveíte está associada a maiores limitações funcionais e psicossociais. No entanto, após ajuste para idade e sexo, algumas associações perderam significância estatística, sugerindo que outros fatores, como o envelhecimento, podem influenciar parte dos resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores sublinham que os dados devem ser interpretados como exploratórios e geradores de hipóteses, mas reforçam a importância de uma abordagem multidisciplinar no tratamento da uveíte, integrando cuidados oftalmológicos, reabilitação visual e apoio psicossocial para melhorar a qualidade de vida dos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42445819/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>SPO lança programa inovador que dá voz aos doentes na investigação em Oftalmologia</title>
		<link>https://myoftalmologia.pt/atualidade/spo-lanca-programa-inovador-que-da-voz-aos-doentes-na-investigacao-em-oftalmologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 11:04:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) deu início a um projeto pioneiro em Portugal que pretende integrar a perspetiva dos doentes na investigação científica. O programa, denominado SPOKE – Sociedade Portuguesa de Oftalmologia Knowledge Engagement, arrancou a 1 de setembro de 2026 e conta com 19 participantes, entre doentes e cuidadores. Desenvolvido em parceria com [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) deu início a um projeto pioneiro em Portugal que pretende integrar a perspetiva dos doentes na investigação científica. O programa, denominado SPOKE – Sociedade Portuguesa de Oftalmologia Knowledge Engagement, arrancou a 1 de setembro de 2026 e conta com 19 participantes, entre doentes e cuidadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desenvolvido em parceria com a EUPATI-Portugal (European Patients’ Academy on Therapeutic Innovation), o SPOKE tem como principal objetivo capacitar os participantes para compreenderem os processos de investigação clínica e, eventualmente, colaborarem como parceiros ativos em projetos científicos na área da oftalmologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a organização, esta é a primeira iniciativa estruturada em Portugal que promove a participação direta de doentes na investigação oftalmológica. O programa surge num contexto em que as entidades internacionais de financiamento e o enquadramento regulatório europeu valorizam cada vez mais a inclusão da experiência do doente, nomeadamente através de indicadores como os patient-reported outcomes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com uma duração total de 18 horas, a formação inclui sessões online semanais, trabalho autónomo e uma sessão presencial em Lisboa. Entre os conteúdos abordados estão o desenvolvimento de medicamentos e tecnologias de saúde, ensaios clínicos, epidemiologia e metodologias de investigação colaborativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa já havia sido reconhecida internacionalmente, ao vencer o Prémio Liderança da Academia Panamericana de Oftalmologia em 2024. Para a SPO, o SPOKE representa um passo decisivo para tornar a investigação mais relevante, credível e centrada nas necessidades reais dos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mensagem central do projeto é dar voz a quem vive com doença ocular pode contribuir significativamente para melhorar a qualidade e o impacto da ciência na área da saúde visual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais sobre o projeto <a href="https://spoftalmologia.pt/noticias/spoke-dar-voz-aos-doentes-investigacao-oftalmologia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Investigação que recupera a visão a pessoas invisuais vence Prémio António Champalimaud 2026</title>
		<link>https://myoftalmologia.pt/atualidade/investigacao-que-recupera-a-visao-a-pessoas-invisuais-vence-premio-antonio-champalimaud-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 11:03:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Fundação Champalimaud anunciou que o Prémio António Champalimaud de Visão 2026, no valor de um milhão de euros, considerado o maior do mundo na área, foi atribuído aos investigadores Botond Roska e José-Alain Sahel, pelas suas contribuições inovadoras na recuperação da visão em pessoas com cegueira ou deficiência visual causada por doenças da retina. [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A Fundação Champalimaud anunciou que o Prémio António Champalimaud de Visão 2026, no valor de um milhão de euros, considerado o maior do mundo na área, foi atribuído aos investigadores Botond Roska e José-Alain Sahel, pelas suas contribuições inovadoras na recuperação da visão em pessoas com cegueira ou deficiência visual causada por doenças da retina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Botond Roska e José-Alain Sahel desenvolveram abordagens baseadas em terapias optogenéticas que permitem tornar sensíveis à luz células da retina que permanecem funcionais, mesmo quando os fotorrecetores já foram destruídos. Na prática, estas técnicas ajudam a retina a voltar a responder à luz, criando a possibilidade de recuperação parcial da visão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo de mais de duas décadas de investigação, ambos contribuíram para transformar o panorama da Oftalmologia. Estudos em modelos animais demonstraram que a ativação de células específicas da retina pode restabelecer algum grau de função visual. Mais recentemente, ensaios clínicos em humanos confirmaram o potencial destas abordagens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Botond Roska, professor da Universidade de Basileia e diretor do Instituto de Oftalmologia Molecular e Clínica, destacou-se pelo mapeamento detalhado dos circuitos neuronais da retina e pelo desenvolvimento de técnicas genéticas que permitem reativar células visuais. O seu trabalho revelou novas formas de compreender o processamento da informação visual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já José-Alain Sahel, professor e diretor do Departamento de Oftalmologia da Universidade de Pittsburgh, foi pioneiro no estudo de doenças como a neuropatia óptica hereditária de Leber (LHON). Em ensaios clínicos, demonstrou que uma terapia génica pode prevenir a cegueira associada a esta condição, estando já disponível em vários países.</p>



<p class="wp-block-paragraph">José-Alain Sahel identificou ainda uma proteína essencial para a sobrevivência dos cones da retina, responsáveis pela visão diurna, abrindo portas a tratamentos com potencial para abranger um vasto conjunto de doenças hereditárias e relacionadas com o envelhecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Criado em 2006, o Prémio António Champalimaud de Visão distingue contribuições de excelência na investigação científica e no combate à cegueira. Atribuído anualmente, alterna entre o reconhecimento de descobertas científicas e iniciativas com impacto global na saúde visual. Com um valor de um milhão de euros, é considerado o mais prestigiado prémio mundial na área da visão.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Queratocone: é necessário conhecer os diferentes fenótipos para antecipar o diagnóstico</title>
		<link>https://myoftalmologia.pt/entrevistas/queratocone-e-necessario-conhecer-os-diferentes-fenotipos-para-antecipar-o-diagnostico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 11:01:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O queratocone não é uma doença homogénea e a sua apresentação pode variar significativamente de doente para doente”, afirma Mariana Francisco, médica interna de Oftalmologia na ULS de Coimbra e primeira autora de estudo nacional que analisou cinco fenótipos distintos da doença e identificou diferenças relevantes na gravidade e na apresentação clínica. O trabalho, descrito [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">“O queratocone não é uma doença homogénea e a sua apresentação pode variar significativamente de doente para doente”, afirma <strong>Mariana Francisco</strong>, médica interna de Oftalmologia na ULS de Coimbra e primeira autora de estudo nacional que analisou cinco fenótipos distintos da doença e identificou diferenças relevantes na gravidade e na apresentação clínica. O trabalho, descrito como possivelmente “o maior estudo de caracterização fenotípica do queratocone publicado em Portugal”, poderá contribuir para uma abordagem mais individualizada da doença. Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) | O que torna esta classificação por &#8220;fenótipos&#8221; do queratocone útil na prática clínica?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mariana Francisco (MF) |</strong> O queratocone não é uma doença homogénea. Dois doentes no mesmo estádio de gravidade podem ter cones morfologicamente distintos e em posições diferentes, tendo isto um impacto direto no tratamento. Ao classificarmos os doentes nestes cinco fenótipos (<em>croissant, duck, snowman, nipple</em> e <em>bowtie</em>), conseguimos perceber que fatores como a localização do cone e o grau de assimetria entre eixos estão fortemente associados à gravidade do queratocone. Na prática, isto ajuda-nos a identificar precocemente quais os doentes com maior risco de progressão – por exemplo, verificámos que os cones centrais, sobretudo no fenótipo nipple, se associam a córneas mais curvas e a doença mais avançada ab initio. Isto permite-nos priorizar uma vigilância mais apertada e adequar a abordagem terapêutica a cada perfil, em vez de aplicarmos um protocolo único a todos os doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Houve algum resultado que tenha surpreendido, como a maior frequência de certos fenótipos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MF |</strong> Sim, dois resultados destacaram-se particularmente. O primeiro foi a prevalência do fenótipo <em>nipple</em> na nossa coorte, a rondar os 25%, sendo claramente superior à reportada noutros estudos internacionais, e ainda o facto de mais de 80% dos casos com este fenótipo serem diagnosticados já no estádio mais avançado. O segundo, e talvez o mais relevante clinicamente, foi a constatação de que quase metade da nossa coorte já se apresentava em estádio IV, incluindo mais de metade dos doentes pediátricos. Não estávamos à espera de encontrar uma doença tão avançada logo na avaliação inicial, e isso levanta questões importantes sobre nossa capacidade de identificação de doentes em risco e do timing do diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Quais as implicações têm estes resultados para o diagnóstico precoce do queratocone?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MF |</strong> Acho que este é o achado com maior impacto prático do estudo. Uma proporção tão elevada de doentes, sobretudo pediátricos, em estádio avançado logo na primeira observação revela uma lacuna real na forma como identificamos o queratocone antes de a doença progredir. Isto é particularmente preocupante porque sabemos que os sintomas iniciais do queratocone são subtis e frequentemente confundidos com erros refrativos comuns, o que atrasa o diagnóstico exatamente na fase em que tratamentos menos invasivos, como o <em>crosslinking</em>, poderiam atrasar progressão de forma mais eficaz. Os nossos resultados reforçam a necessidade de programas de rastreio mais ativos, particularmente dirigidos à população pediátrica e a doentes com fatores de risco conhecidos, para conseguirmos intervir antes de a doença atingir os estádios mais avançados que documentámos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Como é que esta caracterização pode influenciar as decisões de tratamento dos doentes?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MF |</strong> A localização do cone tem implicações diretas na forma como o <em>crosslinking</em> é aplicado. Nos protocolos convencionais, a radiação UVA incide sobretudo a nível central o que significa que cones centrais, como os do fenótipo <em>nipple</em>, tendem a responder melhor a estes protocolos, com maior aplanação e melhores resultados refrativos. Já os doentes com cones mais periféricos ou paracentrais podem beneficiar de abordagens personalizadas, que assegurem um tratamento eficaz em toda a superfície corneana e não apenas na zona central. O mesmo raciocínio se aplica à decisão de implantação de segmentos de anel intraestromal, onde a localização do cone também orienta a estratégia cirúrgica. Em suma, conhecer o fenótipo de cada doente antes de decidir o tratamento permite-nos desenhar uma abordagem mais personalizada e, esperamos, com melhores resultados a longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Qual a mensagem-chave que gostaria de deixar atendendo aos resultados deste estudo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MF |</strong> A mensagem é que o queratocone não deve ser encarado como uma entidade única, mas sim como um conjunto de apresentações fenotípicas distintas, cada uma com o seu próprio padrão de gravidade e resposta ao tratamento, e que conhecer esse padrão na nossa população é essencial para otimizarmos a abordagem aos nossos doentes. Este é, tanto quanto sabemos, o maior estudo de caracterização fenotípica do queratocone publicado em Portugal, e um achado que nos deve fazer refletir, é proporção de doentes, incluindo crianças e adolescentes, que chegam à consulta já em estádio avançado. Isso é, ao mesmo tempo, um alerta e uma oportunidade: um alerta para a importância de rastreio e diagnóstico precoce, e uma oportunidade para usarmos esta caracterização fenotípica para tornar esse diagnóstico mais preciso e o tratamento mais direcionado a cada doente.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Transplante inédito de retina central abre novas perspetivas na reabilitação visual</title>
		<link>https://myoftalmologia.pt/atualidade/transplante-inedito-de-retina-central-abre-novas-perspetivas-na-reabilitacao-visual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 16:36:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um procedimento cirúrgico inovador realizado no Hospital Molinette de Turim permitiu a recuperação parcial da visão numa mulher de 67 anos previamente cega há cinco anos, representando um avanço potencialmente transformador na Oftalmologia reconstrutiva. A doente apresentava um quadro clínico complexo, resultante de um acidente rodoviário que provocou lesão irreversível do nervo ótico no olho [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um procedimento cirúrgico inovador realizado no Hospital Molinette de Turim permitiu a recuperação parcial da visão numa mulher de 67 anos previamente cega há cinco anos, representando um avanço potencialmente transformador na Oftalmologia reconstrutiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A doente apresentava um quadro clínico complexo, resultante de um acidente rodoviário que provocou lesão irreversível do nervo ótico no olho esquerdo, inviabilizando a transmissão do estímulo visual ao córtex cerebral, apesar da preservação estrutural do globo ocular. O olho direito, por sua vez, encontrava-se comprometido por maculopatia avançada associada a trauma, com destruição significativa da retina e perda de transparência corneana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a equipa liderada por Michele Reibaldi, diretor da clínica oftalmológica universitária, a inexistência de células estaminais viáveis tornava inviável um transplante corneano convencional, cenário até agora considerado irreversível do ponto de vista terapêutico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A abordagem cirúrgica, com duração aproximada de seis horas, consistiu numa transferência autóloga complexa de tecidos oculares. Foram utilizados tecidos viáveis do olho esquerdo não funcional que foram transplantados para o olho direito, permitindo a reconstrução estrutural e funcional do órgão visual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este procedimento, descrito como uma “transferência biológica integrada”, representa um novo paradigma na utilização de tecidos oculares autólogos em contextos de dano bilateral assimétrico.&nbsp; Os resultados iniciais são considerados encorajadores, embora a avaliação funcional da retina transplantada ainda esteja em curso. A capacidade de integração sináptica e resposta à estimulação luminosa será determinante para o prognóstico visual a médio e longo prazo.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: LUSA</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Especialistas reúnem-se no Porto para debater avanços na saúde ocular</title>
		<link>https://myoftalmologia.pt/eventos/especialistas-reunem-se-no-porto-para-debater-avancos-na-saude-ocular/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 16:34:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cidade do Porto acolhe, nos dias 23 e 24 de outubro de 2026, a Reunião dos Grupos Portugueses de Retina e Vítreo, Oftalmologia Pediátrica, Ergoftalmologia e Baixa Visão. O evento, promovido pela Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, ocorre no Renaissance Porto Lapa Hotel e reúne especialistas de várias áreas ligadas à saúde ocular, com o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A cidade do Porto acolhe, nos dias 23 e 24 de outubro de 2026, a Reunião dos Grupos Portugueses de Retina e Vítreo, Oftalmologia Pediátrica, Ergoftalmologia e Baixa Visão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento, promovido pela Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, ocorre no Renaissance Porto Lapa Hotel e reúne especialistas de várias áreas ligadas à saúde ocular, com o objetivo de promover a partilha de conhecimento, atualização científica e discussão de novas abordagens clínicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante os dois dias de trabalhos, serão abordados temas relacionados com patologias da retina e do vítreo, cuidados oftalmológicos em idade pediátrica, bem como estratégias de intervenção na baixa visão e na ergoftalmologia. A reunião pretende ainda fomentar a colaboração entre profissionais e incentivar a inovação no diagnóstico e tratamento de doenças oculares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais sobre o evento <a href="https://spoftalmologia.pt/evento/reuniao-dos-grupos-portugueses-de-retina-e-vitreo-oftalmologia-pediatrica-e-baixa-visao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Desafios clínicos de um novo conjugado de fármaco com anticorpo e a adaptação da atividade oftalmológica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 14:16:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A “Gestão da Toxicidade Ocular de Tratamento Oncológico” com um conjugado de fármaco com anticorpo dirigido ao recetor alfa de folato (FRα) esteve em grande destaque no simpósio promovido pela AbbVie, inserido no programa científico do CIRP 2026. Na qualidade de palestrante da sessão, Nuno Alves, oftalmologista na Unidade Local de Saúde de São José, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A “Gestão da Toxicidade Ocular de Tratamento Oncológico” com um conjugado de fármaco com anticorpo dirigido ao recetor alfa de folato (FRα) esteve em grande destaque no simpósio promovido pela AbbVie, inserido no programa científico do CIRP 2026. Na qualidade de palestrante da sessão, <strong>Nuno Alves</strong>, oftalmologista na Unidade Local de Saúde de São José, conversou com a News Farma e analisou os impactos práticos da introdução deste fármaco na sustentabilidade dos serviços de saúde e o papel crucial da sua especialidade no seguimento de doentes sob este tratamento oncológico. Confira as declarações em vídeo.</p>



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<iframe title="Desafios clínicos de um novo conjugado de fármaco com anticorpo e a adaptação da atividade oftalmológica" src="https://player.vimeo.com/video/1197660540?h=44b798449e&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Durante o CIRP 2026 – evento organizado pelo Grupo Português de Cirurgia Implanto-Refrativa, pelo Grupo Português de Superfície Ocular, Córnea e Contactologia, e pelo Grupo Português de Órbita e Oculoplástica da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia –, Nuno Alves assumiu que, quer na qualidade de médico quer de cidadão, se congratula com o aparecimento de opções terapêuticas inovadoras como os conjugados anticorpo-fármaco. No entanto, o clínico advertiu que “este grupo de fármacos traz desafios imensos”, justificando que a especialidade de Oftalmologia irá receber “cada vez mais doentes sob terapêutica, felizmente com uma sobrevida cada vez maior” e que, “certamente, tornar-se-ão doentes crónicos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A utilização do mirvetuximab soravtansina apresenta uma taxa significativa de eventos adversos na superfície ocular que, embora maioritariamente ligeiros, exigem uma reestruturação do volume de trabalho dos hospitais. “Considerando que a incidência da toxicidade ocular é tão elevada – apesar de tudo, leve, não há casos muito graves –, obriga certamente a um seguimento crónico”, referiu o especialista. Nuno Alves antevê, por isso, “um número cada vez maior de consultas que seja necessário fazer”, defendendo, então, a urgência de “ajustar toda a operação enquanto oftalmologistas para conseguir cumprir o seguimento desses doentes, mas também ensinar e formar a comunidade oftalmológica desta nova classe e deste novo tipo de toxicidade”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como resposta a este desafio na organização das equipas, o palestrante apontou o desenvolvimento de recomendações conjuntas entre as duas especialidades envolvidas como o caminho a seguir. Segundo Nuno Alves, a definição destas “recomendações e de formulários que permitam interligar estas duas comunidades” é uma ferramenta “fundamental, não só para agilizarmos processos e sermos mais eficientes nesses mesmos processos”, tendo como foco final a melhoria do seguimento das doentes.</p>
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		<title>Circuitos de referenciação e modelos de rastreio na monitorização oftalmológica de doentes oncológicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 14:14:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A criação de canais de comunicação objetivos e estruturados entre diferentes instituições hospitalares assume um papel prioritário no seguimento de doentes sob terapêuticas dirigidas inovadoras. Esta necessidade logística foi destacada por Inês Leal, oftalmologista na Unidade Local de Saúde de Santa Maria, em declarações à News Farma. A especialista, que integrou o painel de palestrantes [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A criação de canais de comunicação objetivos e estruturados entre diferentes instituições hospitalares assume um papel prioritário no seguimento de doentes sob terapêuticas dirigidas inovadoras. Esta necessidade logística foi destacada por <strong>Inês Leal</strong>, oftalmologista na Unidade Local de Saúde de Santa Maria, em declarações à News Farma. A especialista, que integrou o painel de palestrantes no simpósio satélite da AbbVie dedicado à “Gestão da Toxicidade Ocular de Tratamento Oncológico” – centrado num conjugado de fármaco com anticorpo dirigido ao recetor alfa de folato (FRα) –, defendeu a urgência de estabelecer modelos de cooperação e de seguimento partilhado que evitem falhas no percurso de doentes com perfis complexos. Veja o vídeo.</p>



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<iframe title="Circuitos de referenciação e modelos de rastreio na monitorização oftalmológica de doentes oncológicas" src="https://player.vimeo.com/video/1197660541?h=3aaefea62b&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">O seguimento clínico das doentes submetidas ao tratamento com mirvetuximab soravtansina exige uma definição rigorosa de papéis entre a Oncologia e a Oftalmologia, algo que ficou patente entre os profissionais de saúde reunidos no CIRP 2026, evento organizado pelo Grupo Português de Cirurgia Implanto-Refrativa, pelo Grupo Português de Superfície Ocular, Córnea e Contactologia, e pelo Grupo Português de Órbita e Oculoplástica da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em declarações à News Farma, a especialista afirmou convictamente que “esta articulação é essencial”. No seu entender, as responsabilidades estão bem delimitadas, uma vez que “o oncologista prescreve e decide doses, quando é que começa, quando é que acaba, quando é que para”, cabendo à outra especialidade monitorizar a parte oftalmológica. “O oftalmologista vai dar o <em>feedback</em> do que é que está a acontecer no olho”, clarificou, lembrando que, em até 40% dos casos, podem surgir alterações na superfície ocular, o que torna a cooperação mandatória “para que a doente possa fazer o fármaco, possa continuar e, sobretudo, possa estar em segurança”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A eficácia do rastreio de toxicidades associadas ao mirvetuximab soravtansina depende diretamente da resolução de barreiras burocráticas e logísticas entre instituições. “Os principais aspetos são muito logísticos. Não é aqui pensar em morar numa cabana, é mesmo pensar em coisas tangíveis que podemos fazer”, vincou Inês Leal. A palestrante sublinhou que os clínicos de ambas as áreas devem conhecer-se mutuamente e alertou para as assimetrias geográficas do sistema, desalinhadas com a residência das doentes: “Não pode haver doentes referenciadas para um sítio que não tem Oftalmologia, ou outros por outra área de residência… isso não pode acontecer”. Como solução, defendeu a consolidação de “redes de suporte que estão criadas, que podem assentar da forma que for mais confortável para as instituições e que seja mais simples”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inês Leal exemplificou esta coordenação com as diferentes abordagens que aplica na sua prática clínica hospitalar, desenhadas consoante a proximidade com a equipa de Oncologia. “Nós temos isto organizado, eu até faço de duas formas diferentes: com a nossa Oncologia <em>in-house</em> do [Hospital de] Santa Maria, tenho de uma forma; e com o IPO de Lisboa, por ser uma instituição exterior e por trabalhar no contexto do grupo multidisciplinar Eye-Tox, tenho de outra forma”, detalhou. Independentemente do modelo adotado por cada centro, a secretária-geral adjunta da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia conclui que o objetivo fundamental passa por “arranjar uma rede que funcione”, “que seja tangível e, sobretudo, que seja <em>traceable</em>”, viabilizando um histórico e um rastreio claros de todo o percurso clínico da doente.</p>
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		<title>Importância da articulação entre Oncologia e Oftalmologia na abordagem às doentes com cancro do ovário </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 11:21:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito do CIRP 2026, a AbbVie promoveu um simpósio satélite dedicado à “Gestão da Toxicidade Ocular de Tratamento Oncológico” com um conjugado de fármaco com anticorpo dirigido ao recetor alfa de folato (FRα). Para isso, juntou como palestrantes dois oftalmologistas e o oncologista médico no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, Pedro Meireles. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No âmbito do CIRP 2026, a AbbVie promoveu um simpósio satélite dedicado à “Gestão da Toxicidade Ocular de Tratamento Oncológico” com um conjugado de fármaco com anticorpo dirigido ao recetor alfa de folato (FRα). Para isso, juntou como palestrantes dois oftalmologistas e o oncologista médico no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, <strong>Pedro Meireles</strong>. À News Farma, o especialista explicou o impacto clínico desta opção terapêutica e destacou a importância do seguimento partilhado para garantir a segurança e a continuidade do tratamento em doentes com perfis complexos. Assista ao vídeo.</p>



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<iframe title="Importância da articulação entre Oncologia e Oftalmologia na abordagem às doentes com cancro do ovário" src="https://player.vimeo.com/video/1197660539?h=9ae3c1c6ec&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A “Gestão da Toxicidade Ocular de Tratamento Oncológico” com mirvetuximab soravtansina foi discutida durante o CIRP 2026, evento organizado pelo Grupo Português de Cirurgia Implanto-Refrativa, pelo Grupo Português de Superfície Ocular, Córnea e Contactologia, e pelo Grupo Português de Órbita e Oculoplástica da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia. De acordo com Pedro Meireles, a introdução deste fármaco abriu “horizontes num contexto complicado de doença”, referindo-se ao cancro do ovário, positivo para o recetor alfa de folato (FRα), resistente a platina, para o qual, até “há bem pouco tempo”, não havia “grandes alternativas terapêuticas”. Além disso, o oncologista refere que este fármaco viabiliza “mais sobrevivência” com qualidade de vida e impulsiona o desenvolvimento de “novas linhas de estudo e de ensaios clínicos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, os benefícios de mirvetuximab soravtansina dirigem a atenção para a necessidade de gerir os seus efeitos secundários na superfície ocular de forma interdisciplinar. Pedro Meireles descreve esta abordagem como “um desafio complicado e diferente”, clarificando que o protocolo exige “uma gestão próxima com a Oftalmologia, o que é bastante importante”. O especialista destaca que a criação destes novos fluxos de trabalho obriga “a conhecer oftalmologistas e a participar nas reuniões de Oftalmologia&#8221;, confessando ser uma dinâmica que realiza com “um enorme gosto”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base na evidência acumulada na prática clínica e fora do contexto dos ensaios clínicos, Pedro Meireles deixa uma mensagem de tranquilidade aos profissionais de saúde das duas especialidades: “Tendo em conta a nossa experiência do mundo real, acabamos por perceber com as doentes que passam por estes tratamentos, que estes efeitos secundários geralmente são leves, são de grau leve a moderado e que são facilmente geríveis em consulta”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista conclui com um apelo direto aos colegas para que “não tenham medo de reportar os efeitos secundários”, relembrando que as suspensões temporárias, monitorizações ou reduções de dose não retiram eficácia ao tratamento e são essenciais para assegurar a qualidade de vida da doente.</p>
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