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	<title>Alice Costa, Author at My Oftalmologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Oftalmologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças oftalmológicas.</description>
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	<title>Alice Costa, Author at My Oftalmologia</title>
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		<title>Hot topics em retina médica</title>
		<link>https://myoftalmologia.pt/atualidade/hot-topics-em-retina-medica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 18:09:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na Reunião Conjunta dos Grupos Portugueses de Retina e Vítreo e Patologia Oncológica e Genética Ocular, Ana Luísa Basílio, da ULS de São José, Pedro Pereira, da ULS de Coimbra, e Inês Coutinho, da ULS Almada-Seixal, abordaram alguns tópicos controversos na utilização dos novos fármacos anti-fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) para tratamento de doenças [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Na Reunião Conjunta dos Grupos Portugueses de Retina e Vítreo e Patologia Oncológica e Genética Ocular, <strong>Ana Luísa Basílio</strong>, da ULS de São José, <strong>Pedro Pereira</strong>, da ULS de Coimbra, e <strong>Inês Coutinho</strong>, da ULS Almada-Seixal, abordaram alguns tópicos controversos na utilização dos novos fármacos anti-fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) para tratamento de doenças da retina. O evento aconteceu no dia 25 de outubro, no Vidago Palace Hotel.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ajustamento dos intervalos terapêuticos com os novos anti-VEGF</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ana Luísa Basílio </strong>apresentou os dados relativos à extensão dos intervalos de tratamento com os novos anti-VEGF, nomeadamente Aflibercept 8mg, indicado em adultos para tratamento da degenerescência macular da idade neovascular (DMIn) e da perda da visão devida a edema macular diabético (EMD).<sup>1</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">No ensaio clínico PULSAR, o tratamento com Aflibercept 8mg em doentes com DMIn resultou num número médio de injeções de 8,9 desde o início do estudo<em> </em>até às 96 semanas e de 3,8 entre as 96 e as 156 semanas.<sup>2</sup> Em contexto de prática clínica, doentes <em>naïve </em>com DMIn que iniciaram tratamento com Aflibercept 8mg alcançaram, em média, um intervalo de tratamento de 10 semanas após a dose de carga.<sup>3</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, o ensaio clínico PHOTON demonstrou que a maioria dos doentes com EMD tratados com Aflibercept 8mg alcançou intervalos de tratamento prolongados às 156 semanas: em 88% e 83% dos doentes nos braços 8mg e 2q8&gt;8mg, respetivamente, o último intervalo de tratamento atribuído às 156 semanas foi igual ou superior a 12 semanas.<sup>4</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, os novos anti-VEGF “proporcionam intervalos terapêuticos mais prolongados, permitindo reduzir a carga do tratamento, com um perfil de segurança robusto”, concluiu a palestrante, notando, contudo, que “são necessários estudos de vida real com um seguimento maior”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Inflamação intraocular com os novos anti-VEGF</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“A inflamação intraocular (IOI) relacionada com os anti-VEGF envolve diversos mecanismos fisiopatológicos”, explicou <strong>Pedro Pereira</strong>, referindo que este efeito adverso foi reportado em 1,1% (n=19) dos doentes tratados com Aflibercept 8mg nos estudos CANDELA, PULSAR, PHOTON e QUASAR (n=1808).<sup>5-8</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o médico, as abordagens de tratamento da IOI dependem da gravidade da condição. Em casos de inflamação anterior ligeira, “a terapêutica consiste em corticoterapia tópica”. Por sua vez, os casos de inflamação intraocular moderada a grave “podem necessitar de terapêutica subtenoniana, intravítrea ou sistémica”. A inflamação intraocular grave com vasculite ou oclusão “é tratada com corticoterapia sistémica, podendo haver necessidade de vitrectomia em situações raras”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para concluir, o oftalmologista clarificou que “não há um padrão preditivo da ocorrência de eventos inflamatórios após injeção com anti-VEGF” e que “sendo a sua patogénese multifatorial, não existe um protocolo padrão para tratamento da IOI”. “A maioria dos casos foi resolvida com terapêutica tópica, tendo alcançado recuperação funcional completa”, enfatizou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dose de carga e suspensão do tratamento na DMIn</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Devemos aplicar uma dose de carga de anti-VEGF na DMIn?”, questionou<strong> Inês Coutinho</strong>. “A vantagem desta estratégia será o tratamento intensivo para rápido controlo da doença, maximizando os resultados, e a supressão completa do VEGF, criando estabilidade para a extensão dos intervalos de tratamento em segurança”, explicitou a oradora. Contudo, “não existem ensaios clínicos aleatorizados que respondam a esta questão”, expôs a oftalmologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, “será que devemos administrar uma dose de carga fixa de 3 injeções mensais em doentes <em>naïve</em>?”, interrogou Inês Coutinho. Por um lado, “esta é a metodologia usada nos ensaios clínicos que permitiram a aprovação dos fármacos e é a abordagem que consta do RCM dos mesmos, assim como de protocolos institucionais”, referiu a especialista. Por outro lado, “a DMIn tem uma resposta variável de doente para doente e os novos anti-VEGF permitem uma redução rápida do fluido e maior durabilidade”. Segundo esta perspetiva, “os doentes devem ser tratados mensalmente até inatividade ou estabilidade da doença, realizando no mínimo 2 injeções intravítreas iniciais”. Esta individualização da terapêutica “obriga a uma tomografia de coerência ótica (OCT) em todas as injeções intravítreas, o que pode aumentar a adesão e confiança dos doentes, reduzir o sobretratamento e detetar precocemente complicações ligeiras”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos doentes previamente tratados com resposta insuficiente, “faz-se uma dose de carga mensal até estabilidade da doença, seguida do regime tratar e estender”; já nos doentes em que o objetivo é reduzir o <em>burden</em>, “faz-se a injeção do novo fármaco no intervalo correspondente até estabilidade da doença e, posteriormente, inicia-se a extensão.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação à suspensão do tratamento na DMIn, Inês Coutinho afirmou que “é mais ou menos consensual parar o tratamento perante doença avançada ou complicações sistémicas ou oftalmológicas”. Já em situações de doença estável, as opiniões dividem-se: os defensores da suspensão do tratamento destacam “os custos e riscos de prolongar a terapêutica, com eventual sobretratamento”; por sua vez, quem defende a manutenção do tratamento argumenta que “os benefícios de parar o mesmo não compensam os riscos, sendo a taxa de recorrência considerável”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A resposta a estas questões vai depender das condições dos serviços, dos médicos e dos doentes”, rematou a oftalmologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências:</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li>EMA. Eylea: EPAR &#8211; Product Information; 2025. <a href="https://www.ema.europa.eu/pt/documents/product-information/eylea-epar-product-information_pt.pdf">https://www.ema.europa.eu/pt/documents/product-information/eylea-epar-product-information_pt.pdf</a>.</li>



<li>Lai TYY, <em>et al.</em> ARVO 2025. 4-8 May 2025. Salt Lake City, USA.</li>



<li>Ferhina S, <em>et al.</em> ARVO 2025. 4-8 May 2025. Salt Lake City, USA.</li>



<li>Ghorayeb G,<em> et al.</em> ARVO 2025. 4-8 May 2025. Salt Lake City, USA.</li>



<li>Wykoff CC, <em>et al.</em> JAMA Ophthalmol 2023;141(9):834-842.</li>



<li>Lanzeta P, <em>et al.</em> Lancet 2024; 403(10432):1141-1152.</li>



<li>Brown DM, <em>et al.</em> Lancet 2024; 403(10432):1153-1163.</li>



<li>Gale R, <em>et al. </em>Angiogenesis 2025. 8 February 2025. Virtual.</li>
</ol>
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		<title>Conquistar confiança nos cuidados da retina em contexto de vida real</title>
		<link>https://myoftalmologia.pt/atualidade/conquistar-confianca-nos-cuidados-da-retina-em-contexto-de-vida-real/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 18:01:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este foi o tema do simpósio da Bayer na Reunião Conjunta dos Grupos Portugueses de Retina e Vítreo e Patologia Oncológica e Genética Ocular, que decorreu no dia 25 de outubro, no Vidago Palace Hotel. Patricia Udaondo, do Hospital Universitário La Fe de Valencia/Aiken Clinica, Ângela Carneiro, da Unidade Local de Saúde de São João, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Este foi o tema do simpósio da Bayer na Reunião Conjunta dos Grupos Portugueses de Retina e Vítreo e Patologia Oncológica e Genética Ocular, que decorreu no dia 25 de outubro, no Vidago Palace Hotel.<strong> Patricia Udaondo</strong>, do Hospital Universitário La Fe de Valencia/Aiken Clinica, <strong>Ângela Carneiro</strong>, da Unidade Local de Saúde de São João, e <strong>João Nascimento</strong>, da Unidade Local de Saúde de Loures-Odivelas, partilharam a sua experiência clínica com o anti-fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) e salientaram os aspetos que os levam a confiar no fármaco para tratamento de doenças da retina.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Segurança de Aflibercept 8mg: o que nos diz a prática clínica?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ângela Carneiro abriu a discussão lançando à audiência e aos colegas de painel a seguinte pergunta: “O que vos dá confiança quando surge uma nova molécula?”. Os especialistas apontaram unanimemente “a segurança e a eficácia” como aspetos fundamentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Partindo desta premissa, Ângela Carneiro apresentou brevemente os dados de segurança de Aflibercept 8mg na prática clínica global. Recorde-se que este fármaco anti-VEGF é indicado em adultos para o tratamento da degenerescência macular da idade (DMIn) e edema macular diabético (EMD).<sup>1</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Aflibercept 8mg não é uma molécula nova e temos já dados de segurança ao longo de vários anos com Aflibercept 2mg, sem sinais graves”, realçou a oftalmologista. “A formulação de 8mg, por ter uma concentração mais elevada, poderia criar algum problema de segurança”, explicou a oradora. “No entanto, os dados que nos chegam da prática clínica reforçam que o perfil de segurança de Aflibercept 8mg é comparável ao de Aflibercept 2mg”, sublinhou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aumento da pressão intraocular é uma das reações adversas mais frequentes de Aflibercept 8mg.<sup>1 </sup>A fim de evitar este efeito, João Nascimento recomendou “uma injeção lenta (cerca de 15 segundos) em doentes hipertensos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abordagem terapêutica em doentes naïve</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De seguida, o painel focou-se na eficácia de Aflibercept 8mg. Neste contexto, Patricia Udaondo partilhou o protocolo de tratamento que segue em doentes <em>naïve</em> e em doentes que efetuam <em>switch </em>terapêutico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nos doentes <em>naïve</em>, administramos três injeções mensais iniciais (<em>loading doses</em>) de Aflibercept 8mg e realizamos uma tomografia de coerência ótica (OCT) a cada visita para avaliação de resultados”, descreveu a especialista. “Nos doentes com ausência de fluido após as três injeções iniciais, o intervalo de tratamento é estendido até 16 semanas; nos doentes com presença de fluido, a extensão do intervalo de tratamento só é iniciada após resolução total do fluido”, detalhou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por sua vez, João Nascimento propôs “a administração de Aflibercept 8mg de 4 em 4 semanas até ausência de fluído, com extensão do intervalo de tratamento a partir desse momento, em incrementos de 4 semanas”. O especialista admitiu mesmo a possibilidade de “estender o intervalo de tratamento logo após a segunda injeção, perante a ausência de fluido”. “Uma resposta precoce permite identificar os doentes que conseguem manter grandes extensões do intervalo de tratamento”, afirmou o oftalmologista. Patricia Udaondo concordou e acrescentou que, de facto, “existe evidência científica que suporta esta abordagem terapêutica”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na opinião da especialista espanhola, “os doentes com lesões tipo 1 ou tipo 3, com boa resposta precoce e sem fluido após a primeira injeção de Aflibercept 8mg são candidatos perfeitos para extensão do intervalo de tratamento para 16 semanas, após as três injeções iniciais”. “Em doentes com lesões tipo 2, o intervalo de tratamento pode ser estendido para 12 semanas”, prosseguiu a médica. Por outro lado, “doentes em que um dos olhos não tem função visual (olho único) podem estender o tratamento para 8 semanas, de modo a confirmar a resposta precoce”. Portanto, “a decisão de estender o tratamento para 12 ou 16 semanas após as três injeções iniciais em doentes com ausência de fluido após a primeira injeção depende do tipo de lesão e do estado do olho contralateral”, resumiu a oradora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Patricia Udaondo frisou que o facto de obterem resultados de imagem os “tranquiliza” e lhes dá confiança para espaçarem o tratamento em “intervalos tão grandes”. A especialista partilhou também dados da sua prática clínica com Aflibercept 8mg, referindo “uma percentagem elevada de respondedores precoces, principalmente em doentes com DMIn (40 a 50% após primeira injeção)”. “Já em doentes com EMD, a percentagem de respondedores precoces é inferior, mas nos doentes que respondem a extensão do intervalo é superior [vs. doentes com DMI neovascular]”, completou a oftalmologista.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abordagem terapêutica em doentes previamente tratados</strong><br>Ângela Carneiro convidou João Nascimento a apresentar o seu protocolo de tratamento em doentes previamente tratados com anti-VEGF que precisam de realizar <em>switch </em>terapêutico para Aflibercept 8mg. Nesta população, o oftalmologista considerou importante “conhecer o estado do doente antes do <em>switch</em>”. Assim, os doentes nos quais o <em>switch é </em>justificado<em> </em>por questões de eficácia (doentes com fluido persistente) “devem ser tratados como doentes naïve”. Já os doentes com ausência de fluido, em que o <em>switch</em> é motivado pela carga das injeções, devem “manter o último intervalo de tratamento numa fase inicial e, posteriormente, estender o intervalo de tratamento em incrementos de 2 a 4 semanas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Faço <em>switch </em>a todos os doentes sob tratamento com Aflibercept 2mg que atingiram intervalos de tratamentos iguais ou inferiores a 16 semanas”, reforçou o médico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Patricia Udaondo comentou que, na sua instituição, o protocolo de <em>switch </em>é “muito semelhante”. A especialista destacou, porém, que “em doentes com atividade, deve administrar-se sempre uma <em>loading dose </em>de Aflibercept 8mg, o que permitirá uma extensão mais rápida dos intervalos de tratamento”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Casos clínicos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na última parte da sessão, João Nascimento discutiu o caso clínico de um doente <em>naïve</em> com DMIn que afetou ambos os olhos. Quatro semanas após a primeira injeção de Aflibercept 8mg, o fluido secou. Segundo o orador, este resultado justificou “a extensão do intervalo de tratamento para 8 semanas após a segunda injeção e para 12 semanas após a terceira injeção”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O médico trouxe ainda o caso clínico de um doente com DMIn previamente tratado, com uma média de uma injeção a cada 6 semanas desde o início do tratamento, em 2017. Em 2024, o doente fez <em>switch </em>para Aflibercept 8mg, com manutenção do intervalo de tratamento de 6 semanas, tendo-se verificado a resolução do fluido. Após a terceira injeção, o intervalo de tratamento foi estendido para 8 semanas e, posteriormente, para 12 e 16 semanas. Após o intervalo de 16 semanas, houve reaparecimento de fluido sub-retiniano; contudo, o médico optou por manter este intervalo. “O doente obteve bons resultados e o fluido acabou por resolver, com manutenção da acuidade visual”, informou o orador. Contrastando com esta decisão, Patricia Udaondo defendeu “tolerância zero à presença de fluido, quer seja intrarretiniano, quer seja sub-retiniano”. João Nascimento clarificou, então, que se tratava de “um doente que ia sozinho às consultas, com uma carga tremenda”, o que pesou na decisão de manter o intervalo de tratamento de 16 semanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A propósito da possibilidade de extensão do intervalo de tratamento em doentes sob terapêutica com Aflibercept 8mg em intervalos de 16 semanas, Patricia Udaondo afirmou que “os 15 meses de experiência clínica com a nova formulação” não lhe permitiram ainda ter “o tempo necessário para alargar mais os intervalos de tratamento em doentes <em>naïve</em>”. No entanto, admitiu equacionar o intervalo de tratamento de 20 semanas nestes doentes, um objetivo partilhado por João Nascimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Questionado sobre a possibilidade de parar o tratamento, João Nascimento descreveu “uma experiência muito má” com esta abordagem. Por sua vez, Patricia Udaondo afirmou “parar o tratamento em doentes com EMD, mas não em doentes com DMIn”, revelando “tranquilidade em manter um fármaco cujos intervalos de tratamento podem ser tão alargados”. “O problema é como controlar os doentes numa extensão de 20 ou 24 semanas”, salientou a oftalmologista. Em resposta, João Nascimento defendeu “um sistema de <em>rescue</em>, no qual o doente tem a possibilidade de se dirigir a um serviço de saúde caso apresente sintomatologia”. No encerramento da sessão, Ângela Carneiro propôs “uma vigilância programada em intervalos mais curtos para diminuir o risco”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências:</strong><br>EMA. Eylea: EPAR &#8211; Product Information; 2025. <a href="https://www.ema.europa.eu/pt/documents/product-information/eylea-epar-product-information_pt.pdf">https://www.ema.europa.eu/pt/documents/product-information/eylea-epar-product-information_pt.pdf</a>.</p>
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		<item>
		<title>Contributos dos fármacos anti-VEGF no controlo da DMI exsudativa</title>
		<link>https://myoftalmologia.pt/entrevistas/contributos-dos-farmacos-anti-vegf-no-controlo-da-dmi-exsudativa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 17:56:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante a reunião conjunta dos Grupos Portugueses de Retina e Vítreo (GPRV) e de Patologia Oncológica e Genética Ocular, que teve lugar em Vidago, nos dias 24 e 25 de outubro, Carlos Menezes, da ULS Alto Minho, destacou a importância dos novos fármacos anti-VEGF no tratamento da degenerescência macular da idade (DMI) exsudativa. O especialista, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Durante a reunião conjunta dos Grupos Portugueses de Retina e Vítreo (GPRV) e de Patologia Oncológica e Genética Ocular, que teve lugar em Vidago, nos dias 24 e 25 de outubro, Carlos Menezes, da ULS Alto Minho, destacou a importância dos novos fármacos anti-VEGF no tratamento da degenerescência macular da idade (DMI) exsudativa. O especialista, que participou na sessão como moderador, lembrou que “atualmente, dois terços dos doentes ainda necessitam de injeções frequentes, a cada 4 ou 8 semanas”. Segundo referiu, os avanços terapêuticos recentes “podem reduzir significativamente esta carga de tratamento, permitindo um melhor controlo da doença e maior conforto para os doentes”. Veja a sua entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Carlos Menezes" src="https://player.vimeo.com/video/1135424993?h=51fff05a16&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Carlos Menezes referiu que a evidência proveniente dos ensaios clínicos e também da prática clínica “são consistentes em demonstrar que é possível controlar esta doença, mantendo a acuidade visual com uma carga terapêutica muito menor”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O oftalmologista destacou que “a grande vantagem reside precisamente no facto de o efeito destes fármacos durar mais tempo”, o que permite intervalos entre injeções de até 12, 16 ou 20 semanas. No caso específico do Aflibercept 8 mg, sublinhou que “a dose molar mais elevada contribui para a maior durabilidade”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relativamente aos benefícios desta nova dosagem, o especialista destacou que as vantagens são evidentes tanto para os médicos, que passam a acompanhar os doentes com menor frequência, quanto para os próprios doentes, que necessitam de menos injeções ao longo do tempo. Sublinhou que o impacto positivo ultrapassa o domínio clínico, refletindo-se também em ganhos socioeconómicos, graças à redução das deslocações hospitalares, da perda de dias de trabalho e do esforço exigido aos familiares que acompanham os doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O oftalmologista reforçou que “um melhor controlo da doença se traduz numa melhor adesão terapêutica”, uma vez que “a necessidade de injeções frequentes leva muitos doentes a desistirem do tratamento”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, Carlos Menezes salientou que “existem já estudos de efetividade que comprovam o benefício destes novos fármacos anti-VEGF”, sublinhando que, “apesar de poderem ter um custo inicial mais elevado face aos fármacos [anti-VEGF] de primeira geração, revelam-se custo-efetivos a médio e longo prazo”.</p>
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		<item>
		<title>Menos tratamentos e maior eficácia com terapêutica anti-VEGF em EMD e DMI</title>
		<link>https://myoftalmologia.pt/entrevistas/menos-tratamentos-e-maior-eficacia-com-terapeutica-anti-vegf-em-emd-e-dmi/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 17:52:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bernardete Pessoa, em entrevista, comentou a importância e o impacto que a utilização de fármacos anti-VEGF tem vindo a ter na melhoria do controlo do edema macular diabético (EMD) e da degenerescência macular da idade (DMIn). A oftalmologista da ULS de Santo António foi oradora convidada na reunião conjunta dos Grupos Portugueses de Retina e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Bernardete Pessoa, em entrevista, comentou a importância e o impacto que a utilização de fármacos anti-VEGF tem vindo a ter na melhoria do controlo do edema macular diabético (EMD) e da degenerescência macular da idade (DMIn). A oftalmologista da ULS de Santo António foi oradora convidada na reunião conjunta dos Grupos Portugueses de Retina e Vítreo (GPRV) e Patologia Oncológica e Genética Ocular que se realizou em Vidago nos dias 24 e 25 de outubro. Veja o seu depoimento.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Bernardete Pessoa" src="https://player.vimeo.com/video/1135424880?h=9048231f10&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">A oftalmologista destacou que a principal mais-valia dos novos fármacos anti-VEGF como Aflibercept, “está na sua maior potência e eficácia no tratamento de doenças como o edema macular diabético (EMD)”. Na sua perspetiva, uma intervenção precoce com terapêuticas mais eficazes “permite controlar a doença logo desde o início, evitando uma maior sobrecarga de tratamentos e reduzindo o risco de falha de eficácia, que é um dos principais desafios no EMD”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Defendeu ainda que “quando os doentes são tratados de forma adequada e precocemente, é possível controlá-los e, em alguns casos, até suspender o tratamento”. Por isso, afirmou ser “defensora da utilização destes fármacos logo à primeira intenção, para que, no futuro, se ganhe a todos os níveis”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relativamente à durabilidade das terapêuticas, a especialista explicou que, mesmo em doentes que apresentavam alguma resposta a outros tratamentos, mas que, por diferentes razões, tiveram de os interromper, a mudança para fármacos como o Aflibercept [8mg] pode permitir um melhor controlo da doença e a possibilidade de prolongar os intervalos entre administrações. Sublinhou, contudo, que “nos casos em que a doença é mais resistente, o controlo torna-se extremamente difícil e, por vezes, é necessário recorrer a terapêuticas complementares”. Por esse motivo, reforçou “a importância de usar estes fármacos mais cedo e de forma adequada”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao abordar a questão da adesão terapêutica, a oftalmologista salientou que “se o doente não nota eficácia, não vai aderir a um tratamento que não lhe traz benefícios visíveis”. Lembrou ainda que “estes tratamentos são complicados de gerir, não só pelos doentes, mas também pelo carácter invasivo do ato injetável e pela necessidade de deslocações frequentes ao hospital”. Segundo explicou, “a maioria dos doentes, especialmente os com DMIn, precisa de um acompanhante, o que torna toda a logística mais complexa”, reforçando a importância de “tudo o que possa contribuir para aumentar o espaçamento entre tratamentos”.Bernardete Pessoa concluiu que “a diminuição do <em>burden</em> da doença já representa uma mais-valia significativa destes fármacos”, acrescentando que “a maior eficácia e a possibilidade de estender os intervalos entre tratamentos tornam-nos uma opção que deve ser considerada como primeira linha”.</p>
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		<title>Treat and extend com anti-VEGF com maior dose molar: “A minha experiência é muito boa”</title>
		<link>https://myoftalmologia.pt/entrevistas/treat-and-extend-com-anti-vegf-com-maior-dose-molar-a-minha-experiencia-e-muito-boa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 17:47:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito da Reunião Conjunta dos Grupos Portugueses de Retina e Vítreo e Patologia Oncológica e Genética Ocular, João Nascimento, oftalmologista do Instituto de Retina de Lisboa, partilha a sua prática clínica com o novo anti-fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) com maior dose molar no tratamento de doenças da retina. O encontro decorreu nos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">No âmbito da Reunião Conjunta dos Grupos Portugueses de Retina e Vítreo e Patologia Oncológica e Genética Ocular, João Nascimento, oftalmologista do Instituto de Retina de Lisboa, partilha a sua prática clínica com o novo anti-fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) com maior dose molar no tratamento de doenças da retina. O encontro decorreu nos dias 24 e 25 de outubro, no Vidago Palace Hotel. Assista à entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="João Nascimento" src="https://player.vimeo.com/video/1132565585?h=2c74212e83&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Para João Nascimento, “o grande impacto” de Aflibercept 8mg é “a redução do <em>burden</em>”. “Todos os estudos com os novos anti-VEGF são estudos de não-inferioridade, o que significa que não estamos numa corrida para a eficácia, estamos numa corrida para a redução do número de tratamentos”, esclarece o médico. Aflibercept 8mg permite, assim, “ter os mesmos resultados [vs. Aflibercept 2mg], mas com recurso a um menor número de injeções, quer nos doentes <em>naive</em>, quer nos doentes previamente tratados”, sublinha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Convidado a partilhar a estratégia terapêutica que segue nos doentes sob tratamento com Aflibercept 8 mg, João Nascimento refere que, em doentes <em>naïve</em>, no setor privado, trata “até secar” e, posteriormente, começa “a estender” os intervalos de tratamento. Portanto, “a <em>loading dose</em> é variável”, dependendo da “condição clínica do doente”. “Tenho casos em que consigo logo começar a estender [os intervalos de tratamento] a partir da primeira injeção; noutros só vou conseguir estender ao fim de quatro ou cinco [injeções]”, ilustrou. “A minha experiência é muito boa, porque consigo começar a estender muito rapidamente”, garante. Já no setor público, devido aos “meios condicionados”, é necessário “reduzir o número de avaliações”. Assim, acontece “por vezes, sobretratar alguns doentes no sentido de eles não perderem a visão”, explica. Nessas situações, “fazemos a <em>loading dose</em> de três injeções e, consoante o resultado, imediatamente antes da terceira injeção, vemos se começamos a estender o intervalo terapêutico”, descreve o oftalmologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação aos doentes previamente tratados, João Nascimento clarifica que “as duas principais razões para o <em>switch</em> [para Aflibercept 8 mg] são ou quando não temos uma boa resposta e estamos a falar de um problema de eficácia ou quando os doentes têm uma boa resposta, mas estamos a tratá-los muito frequentemente e aí temos um problema de <em>burden</em>”. Segundo o especialista, os doentes que efetuam <em>switch </em>terapêutico por questões de eficácia devem ser tratados “como doentes <em>naïve</em>”. Perante um problema de <em>burden</em>, “iniciamos no intervalo no qual o doente não apresentava fluído com a injeção anterior, injetamos Aflibercept 8 mg e, a partir daí, se não existir fluído, começamos a estender”, relata o médico.</p>
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		<title>Uma nova dose molar a pensar em todos os doentes</title>
		<link>https://myoftalmologia.pt/entrevistas/uma-nova-dose-molar-a-pensar-em-todos-os-doentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 17:43:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esta é a perspetiva partilhada por Patricia Udaondo, oftalmologista do Hospital Universitário La Fe de Valencia/Aiken Clinica, a propósito da terapêutica com o anti-fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) com maior dose molar. A especialista foi uma das palestrantes da Reunião Conjunta dos Grupos Portugueses de Retina e Vítreo e Patologia Oncológica e Genética Ocular, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Esta é a perspetiva partilhada por Patricia Udaondo, oftalmologista do Hospital Universitário La Fe de Valencia/Aiken Clinica, a propósito da terapêutica com o anti-fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) com maior dose molar. A especialista foi uma das palestrantes da Reunião Conjunta dos Grupos Portugueses de Retina e Vítreo e Patologia Oncológica e Genética Ocular, que teve lugar no Vidago Palace Hotel, de 24 a 25 de outubro. Assista ao vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Patricia Udaondo" src="https://player.vimeo.com/video/1136438025?h=824ad62129&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">“Já temos um fármaco com robusta experiência clínica, o Aflibercept 2mg, que facilita muito as coisas em termos de segurança”, contextualiza Patricia Udaondo. Porém, na prática clínica, o objetivo era “confiar no fármaco para fazer um uso mais racional e uma extensão maior [dos intervalos de tratamento], de acordo com os estudos”, relata. Na opinião da especialista, o que torna Aflibercept 8mg “um fármaco para todos” é a possibilidade de estender o intervalo terapêutico, controlando a atividade da doença, ser muito maior do que com a dose de 2mg”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Questionada sobre as diferenças entre Portugal e Espanha em termos de abordagem terapêutica das doenças da retina, Patricia Udaondo considera que “não existem diferenças reais entre os dois países”. Segundo a oftalmologista, “as diferenças residem no acesso ou na forma como se acompanha os doentes no centro onde se trabalha”. A especialista defende que as novas terapêuticas devem ser acompanhadas por “uma nova forma de seguir o doente”. “Se conseguirmos isso, conseguimos tirar maior benefício do fármaco e maior controlo da doença afirma.</p>
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		<title>“Ter dados de vida real é o mais importante”</title>
		<link>https://myoftalmologia.pt/entrevistas/ter-dados-de-vida-real-e-o-mais-importante/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 17:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem o afirma é Ângela Carneiro, oftalmologista da ULS São João, a propósito da evidência da prática clínica do novo anti-fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) com maior dose molar, apresentada na Reunião Conjunta dos Grupos Portugueses de Retina e Vítreo e Patologia Oncológica e Genética Ocular.  O evento decorreu nos dias 24 e 25 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Quem o afirma é Ângela Carneiro, oftalmologista da ULS São João, a propósito da evidência da prática clínica do novo anti-fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) com maior dose molar, apresentada na Reunião Conjunta dos Grupos Portugueses de Retina e Vítreo e Patologia Oncológica e Genética Ocular.  O evento decorreu nos dias 24 e 25 de outubro, no Vidago Palace Hotel. Assista à entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Ângela Carneiro" src="https://player.vimeo.com/video/1132565480?h=83625a4330&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Na opinião de Ângela Carneiro, “há duas premissas fundamentais” que justificam a confiança com Aflibercept 8mg. Por um lado, o perfil de segurança. “Temos já uma experiência longa com Aflibercept 2mg e a molécula é a mesma, portanto, não temos à partida um problema de segurança maior”, explica a médica. “Podíamos pensar que, por causa de ter uma concentração mais alta, [Aflibercept 8mg] podia provocar inflamações ou alguma reação diferente, mas os dados que temos até agora de vida real já nos demonstram que o perfil de segurança parece muito semelhante ao que tínhamos com Aflibercept 2mg”, comenta. Por outro lado, a especialista destaca a eficácia do fármaco. “Os estudos foram de não inferioridade, portanto, não é suposto termos uma melhor acuidade visual, porque o patamar de acuidade visual que se consegue [obter] com a inibição do VEGF já foi atingido”, contextualiza. “Agora, o problema que se põe é o da durabilidade de ação”, isto é, “dos intervalos de tratamento”, esclarece a oftalmologista, acrescentando que a possibilidade de “reduzir a carga associada aos tratamentos intravítreos” se assume como “uma grande mais-valia”, uma vez que existe “uma percentagem muito alta de doentes a fazer tratamentos com intervalos de quatro semanas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ângela Carneiro destaca também a relevância dos resultados de Aflibercept 8mg em contexto da prática clínica. “Os dados dos ensaios clínicos são importantes, mas os dados de vida real são os melhores”, considera, lembrando que “já tivemos moléculas que passaram o crivo dos ensaios clínicos e só depois, com a aplicação em grandes quantidades de doentes, é que revelaram que tinham efeitos adversos que, apesar de raros, eram graves”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na perspetiva da especialista, efetuar o <em>switch</em> terapêutico para Aflibercept 8mg é uma estratégia “importante”, principalmente em doentes que “não respondem aos tratamentos prévios” ou que “não estão com intervalos de tratamento aceitáveis”. Considera, no entanto, que em doentes que atingiram “intervalos de tratamento alargados, de 12 semanas ou mais” com Aflibercept 2mg, pode não haver “necessidade de mudar [para Aflibercept 8mg], a não ser que o preço fique mais baixo ou que ainda consiga estender mais os intervalos e pensar numa eventual suspensão do tratamento”. “Para começar, vou fazer aos que mais precisam”, remata.</p>
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		<title>Novos fármacos e tecnologias vão transformar os cuidados oftalmológicos, afirma especialista</title>
		<link>https://myoftalmologia.pt/entrevistas/novos-farmacos-e-tecnologias-vao-transformar-os-cuidados-oftalmologicos-afirma-especialista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Oct 2025 14:16:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Especialista em Oftalmologia na Unidade Local de Saúde (ULS) de São João e professor na Faculdade de Medicina do Porto, Manuel Falcão, esteve presente no EURETINA 2025, e, em entrevista à News Farma, destaca a evolução tecnológica e uma “clara tendência” de substituição dos fármacos mais antigos pelas novas terapêuticas como principais pontos destacados pelo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Especialista em Oftalmologia na Unidade Local de Saúde (ULS) de São João e professor na Faculdade de Medicina do Porto, <strong>Manuel Falcão</strong>, esteve presente no EURETINA 2025, e, em entrevista à News Farma, destaca a evolução tecnológica e uma “clara tendência” de substituição dos fármacos mais antigos pelas novas terapêuticas como principais pontos destacados pelo oftalmologista. Assista à entrevista na íntegra.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Manuel Falcão - EURETINA" src="https://player.vimeo.com/video/1127105448?dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">No entender de Manuel Falcão, verifica-se “um mal-estar na Europa” por não ser possível dispor dos tratamentos para a degenerescência macular da idade (DMI) atrófica “que já existem nos Estados Unidos”. Um dos fatores preponderantes para esta situação diz respeito aos processos de aprovação de determinados fármacos inovadores por parte da Agência Europeia do Medicamento, tendo sido esse um dos temas comentados entre pares no EURETINA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relativamente aos avanços tecnológicos no que toca a equipamentos, o especialista aponta que “estão a aparecer novos OCTS, com novas modalidades de imagem que nos mostram as retinas com maior campo de visualização e, portanto, maior profundidade”. Estas tecnologias começam a estar presentes na prática clínica, permitindo perceber o contributo que podem ter “na prática de cuidados dos nossos doentes” num futuro próximo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Refletindo no impacto das novas tecnologias, antecipa que este será um dos fatores de “grande mudança nestes próximos anos, acompanhado de uma maior tendência para utilizarmos estes fármacos novos”, conclui Manuel Falcão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O EURETINA 2025 realizou-se entre os dias 4 e 7 de setembro, em Paris.</p>
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		<item>
		<title>O congresso EURETINA 2025 sob o olhar de Miguel Lume</title>
		<link>https://myoftalmologia.pt/entrevistas/o-congresso-euretina-2025-sob-o-olhar-de-miguel-lume/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Oct 2025 14:10:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Miguel Lume, oftalmologista na Unidade Local de Saúde (ULS) de Santo António, marcou presença no congresso EURETINA, que se realizou em Paris entre os dias 4 e 7 de setembro. Em entrevista à News Farma, o especialista refere a afluência assinalável de participantes, contando o congresso com “muitos milhares de congressistas, 11.000 inscritos, o que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Miguel Lume, oftalmologista na Unidade Local de Saúde (ULS) de Santo António, marcou presença no congresso EURETINA, que se realizou em Paris entre os dias 4 e 7 de setembro. Em entrevista à News Farma, o especialista refere a afluência assinalável de participantes, contando o congresso com “muitos milhares de congressistas, 11.000 inscritos, o que acaba por ser um bom número para os 25 anos de organização deste Congresso”. As salas cheias foram também reflexo da adesão ao “programa intenso” desta edição, no qual a comitiva portuguesa participou com apresentações e trabalhos. Assista à entrevista completa.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="MIGUEL LUME" src="https://player.vimeo.com/video/1121468107?h=d7a9462510&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">“O programa foi muito intenso, com muitas sessões em simultâneo e possibilidade de visualização também online”, aponta ainda o especialista, destacando que foram abordados diversos temas ao longo dos dias do congresso, desde a retina médica e cirúrgica à aplicação da inteligência artificial na degenerescência macular da idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das sessões de formato tradicional, Miguel Lume menciona que também existiram know lectures, cursos, casos clínicos, pósteres eletrónicos, vídeos cirúrgicos e simpósios da indústria, algo que considera relevante para tornar o programa mais dinâmico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em tom de conclusão, o especialista salienta a participação portuguesa no EURETINA, garantindo que “foi bastante numerosa, quer em congressistas, mas também apresentações. Tivemos também vídeos, pósteres e organização de cursos. Portanto, foi uma participação que privilegiou a Oftalmologia portuguesa, sem dúvida, e por isso mesmo, a Oftalmologia portuguesa está de parabéns”.</p>
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